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FENAJ divulga guia de cuidados na cobertura das eleições

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) colocou à disposição dos profissionais de imprensa brasileiros, o Guia de Proteção a Jornalistas na Cobertura Eleitoral, uma publicação digital com orientações de segurança para profissionais da mídia na cobertura das eleições deste ano. Preparado pela Secretaria de Saúde e Segurança da Federação, tendo como base o manual publicado pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a publicação reúne medidas de proteção para jornalistas. As orientações incluem preparação da pauta, uso de equipamentos de segurança, prevenção e resposta a ataques virtuais, entre outros pontos.

Capa do guia | Foto: reprodução

Além da polarização acentuada que vem se verificando no período pré-eleitoral, a iniciativa foi motivada pelos altos índices de ataques contra profissionais de imprensa registrados pela Federação nos últimos anos: 428 em 2020 e 430 em 2021.

O guia salienta a importância de registrar oficialmente as agressões, destacando que se trata da única maneira de responsabilizar os autores por meio da documentação das agressões, “e dar mais elementos garantia do direito ao trabalho dos profissionais de imprensa”, destaca o manual.

Trecho do Pacto contra Violência enviado aos presidenciáveis deste ano | Foto: reprodução

Entre os tópicos escolhidos na publicação estão a cobertura de comício ou manifestação com dicas sobre o que deve conter a pauta e o que se deve levar para a rua; os tipos de ataques virtuais e as medidas que devem ser adotadas pelos jornalistas frente a qualquer tipo de agressão.

A FENAJ e outras organizações em defesa da liberdade de imprensa encaminharam recentemente uma carta-compromisso aos presidenciáveis para o período eleitoral. O documento inclui medidas para proteger a atividade jornalística e os profissionais. “Esse é mais um instrumento utilizado pela Federação em um esforço para tentar coibir as tentativas de intimidação”, explica a publicação.

Acesse o manual clicando aqui.

Fonte: Sinjorba

ABI BAHIANA

Candidatos à prefeitura discutem propostas e ações para a capital baiana

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e a Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) reuniram na noite de ontem (4) oito dos nove candidatos à prefeitura de Salvador, no último debate antes do primeiro turno das eleições municipais. No Auditório Samuel Celestino, os prefeituráveis discutiram suas propostas e ações para o futuro da capital baiana, a menos de duas semanas do pleito eleitoral. O evento foi transmitido pelos canais da ABI e da OAB no Youtube, pela TVE Bahia e retransmitido por veículos noticiosos que compuseram um pool para a cobertura. Comunicadores baianos participaram com perguntas, sob a mediação da jornalista Suely Temporal. 

A jornalista Suely Temporal, diretora da ABI, mediou o debate | Foto: Ulisses Dumas

O evento homenageou o jornalista Samuel Celestino, ex-presidente da Diretoria Executiva e da Assembleia-geral da instituição, e maior nome do jornalismo político da Bahia. O debate teve duas rodadas de perguntas feitas por jornalistas. A primeira, como mais uma reverência a Samuel, pioneiro do jornalismo online, foi feita por Fernando Duarte, editor do Bahia Notícias, fundado por Samuel e Ricardo Luzbel. Além do BN, os seguintes veículos integraram o pool: TVE Bahia, Rádio Educadora, Rádio Excélsior, Jornal Tribuna da Bahia, Jornal A Tarde, Jornal Correio, Bahia Notícias, Bahia.Ba, Bahia Jornal, Bocão News, Caderno de Notícias, Metro 1, Muita Informação, Política Livre, Salvador Notícias.

Foto: Ulisses Dumas

Participaram do debate os candidatos Bacelar (Podemos), Celsinho Cotrim (Pros), Cézar Leite (PRTB), Hilton Coelho (Psol), Major Denice (PT), Olivia Santana (PCdoB), Pastor Sargento Isidório (Avante) e Rodrigo Pereira (PCO). A coordenação da campanha do candidato Bruno Reis (DEM) enviou comunicado, informando a impossibilidade de participação por causa de outro compromisso marcado anteriormente na agenda.

O jornalista e radialista Ernesto Marques, presidente da ABI, lamentou as falhas técnicas que foram alvo de críticas durante o evento e reforçou a preocupação da entidade com a democracia e com a cidade. “Não somos uma emissora de televisão, disponibilizamos o nosso auditório para dar aos candidatos a oportunidade de expor seus projetos e falar com o cidadão, porque infelizmente foram poucas as chances de debate para o eleitorado conhecer as opiniões dos postulantes ao cargo de prefeito de Salvador”, disse. Até esta quarta-feira, somente dois debates haviam sido realizados pelas emissoras Band Bahia e TVE.  

Ernesto Marques e Fabrício Castro | Foto: Ulisses Dumas

Segundo Marques, apesar dos problemas com a transmissão, o momento foi importante para que os eleitores pudessem conhecer as proposições dos candidatos. “Encaramos esse desafio inédito de promover um debate eleitoral pela internet, em meio à pandemia. Organizamos com bastante segurança em relação à Covid-19, atentos às medidas de proteção”, reforçou. “Surpreendeu as nossas expectativas a adesão que alcançamos junto aos meios de comunicação, o que significa um compromisso muito grande da nossa imprensa com Salvador e com o nosso estado. A gente agradece a contribuição de cada um que participou e selamos o compromisso de oferecer uma estrutura melhor nas próximas iniciativas”, garante o jornalista.

Para o presidente da OAB-BA, Fabrício Castro, foi necessário insistir no evento com o máximo de segurança possível em favor do eleitor. “As restrições sanitárias são muitas, mas, diante da importância desse momento, a ABI e a OAB se uniram para fazer esse debate e discutir ideias, discutir propostas e contribuir com o cidadão da Bahia, para que ele possa escolher com muito mais clareza e com muito mais informação”, afirmou.

Principais proposições

Durante as rodadas de perguntas, os candidatos abordaram principalmente temas como desigualdade social e desemprego, geração de renda, segurança pública e saúde. A situação fiscal e tributária do município, infraestrutura e mobilidade urbana também foram temas discutidos pelos concorrentes. Nos discursos, predominaram as críticas às políticas implementadas pelo governo federal.

A candidata Major Denice, criadora da Ronda Maria da Penha, aproveitou seu espaço para expressar posição contrária à sentença de “estupro culposo” no caso da digital influencer Mariana Ferrer. “Me solidarizo com Mariana Ferrer. Sinalizo a você, menina, adolescente, mulher, que a mulher nunca será culpada pela violência que sofre. A culpa é de quem escolheu fazer a violência em questão”, afirmou. A petista planeja criar em Salvador a Casa Maria da Penha e a Ronda Cidadã da Guarda Civil para garantir apoio às mulheres vítimas de violência sexual e doméstica. Para a área econômica, Denice Santiago indicou a necessidade de se apropriar da economia criativa e solidária. “A pandemia nos tirou muito, mas não tirou a garra no nosso povo”.

O candidato Celsinho Cotrim também manifestou descontentamento com a sentença do caso Ferrer e apresentou como carro-chefe de sua candidatura propostas relativas à geração de emprego e ao combate à pandemia. “Vamos trabalhar para tirar de Salvador o título de ‘capital do desemprego’, assim como criei o Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm) que gerou 26 mil empregos na capital baiana. E, como meu primeiro ato, vou instituir um comitê pós-pandemia”. Ele defendeu “equilíbrio” entre as medidas restritivas e o fechamento do comércio. 

“A única pessoa que vai garantir a vocês o não fechamento do comércio sou eu. Todos aqui compartilham com o fechamento do comércio. Precisamos fazer valer a liberdade econômica, reduzir taxas e impostos para os empreendedores”, defendeu Cézar Leite. O candidato prometeu cuidar da infraestrutura das comunidades pobres, através de melhorias na acessibilidade, iluminação e saneamento básico. “Isso nunca foi feito de forma planejada. Agora, com o Marco do Saneamento, temos a oportunidade de fazer isso”, disse.

Olivia Santana, da coligação “Experiência, Amor e Raça”, disse que, se eleita, implantará um projeto de financiamento com o objetivo de alavancar pequenos empreendimentos, o “Cred Salvador”. Para ela, é preciso buscar alternativas de geração de renda. “Vamos criar um ambiente de negócios em que ninguém seja favorecido por ter parentesco com o prefeito da cidade”. Olívia Santana também de seus planos para a área da segurança. “Nós temos uma política para a Guarda Municipal que, além de cuidar de alguns parques da cidade, vai garantir a segurança nos postos de saúde e nas escolas, sem usurpar funções que são da Polícia Militar. Queremos uma Guarda que seja capaz de combater a violência, assegurando os direitos humanos”.

Rodrigo Pereira falou em “estelionato eleitoral”. De acordo com o candidato, a eleição “é uma farsa” e isso ficaria explícito na diferença de tratamento dispensado aos candidatos pelos veículos de comunicação. “A ABI vem prestando o papel que realmente ela deve ter, a liberdade, garantindo a ampla opinião de todos”, destacou. Ele afirmou não ter esperança de sair vitorioso da disputa e usou o seu espaço para tecer duras críticas a Jair Bolsonaro, convocando a população a agir para derrubar o presidente. “Um governo fascista. Enquanto ele estiver no poder, aplicando essa política econômica, não há possibilidade de mudança social. Todas essas propostas são falácias”, opinou.  

Bacelar criticou o abandono do Parque Metropolitano do Abaeté e seu atual formato de administração, além de reprovar os gastos da Prefeitura de Salvador de Salvador com propaganda. “Eu me preparei para isso, tenho experiência administrativa para esse momento, tenho experiência política para esse momento, eu estudei para ser o Prefeito de Salvador que vai tirar essa Salvador do atraso, para transformar uma Salvador moderna, justa, igualitária”.

Hilton Coelho propôs a criação de banco municipal, para estimular economia de Salvador, falou sobre a especulação imobiliária e prometeu solucionar a questão dos imóveis abandonados no Centro Histórico de Salvador. De acordo com ele, sua gestão destinará esses espaços à moradia para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Ele também comentou a realização do debate. “Com todas as dificuldades, falo que hoje foi um grande acontecimento no contexto em que praticamente todas as emissoras suspenderam o debate de TV”, observou. 

“O gás de cozinha mais barato do Brasil será aqui em Salvador, porque sai por R$ 30 da refinaria”, prometeu o Pastor Sargento Isidório. “Iremos lutar para que os servidores municipais tenham o Planserv, faremos um consórcio com os demais prefeitos da região metropolitana, para que possamos fazer ações juntas para baratear o preço de combustível e de transporte”. Ele defendeu a criação da Secretaria Municipal de Segurança Pública. “Estou em Brasília brigando pelo retorno do Ministério de Segurança Pública para que possa federalizar as policias, canalizando recurso federal para pagar melhor aos profissionais de segurança publica”. Ele chegou acusar candidatos de copiarem seu programa de governo no item geração de renda. “Nós estamos planejando que todo empreendedor vai ter seu incentivo fiscal, vai ficar livre de ITIV, IPTU e outras taxas”, afirmou.

Confira como foi o debate

ABI BAHIANA

Eleições 2020: Candidatos confirmam participação no debate promovido por ABI e OAB-BA

Uma reunião na manhã de hoje (21/10) serviu para acertar os últimos detalhes do debate que será promovido com os candidatos a prefeito de Salvador, no próximo dia 4, às 20h, no Centro Histórico da capital baiana. O evento a ser realizado pela Associação Bahiana de Imprensa (ABI), em parceria com a OAB-BA (Ordem dos Advogados do Brasil/Seção Bahia), será a oportunidade para os postulantes ao Palácio Tomé de Sousa apresentarem suas propostas para a cidade. Durante a sessão online desta quarta-feira, as entidades proponentes do debate receberam sete representantes das nove coligações com candidatos à Prefeitura.

Com mediação da jornalista Suely Temporal, o debate será realizado na sede da ABI, no Auditório Samuel Celestino, e terá transmissão ao vivo pelas redes sociais. Na ocasião, a entidade concederá a Medalha do Mérito Jornalístico – maior comenda outorgada pela ABI – ao jornalista Samuel Celestino, ex-presidente da Diretoria Executiva e da Assembleia-geral da instituição. Esquema de segurança, regras do debate, detalhes da divulgação e da cobertura, disposição dos candidatos no espaço do auditório foram temas em pauta na reunião conduzida por Ernesto Marques, presidente da ABI, e pelo jornalista Paulo Fortes, assessor de comunicação da OAB-BA, que representou a entidade.

Veículos de comunicação de Salvador foram convidados para integrar um pool de retransmissão do debate e poderão confirmar a participação até o dia 28 de outubro, quando os representantes das coligações estarão na ABI para o sorteio das posições no auditório.

Estrutura e regras

De acordo com Ernesto Marques, presidente da ABI, o auditório será adaptado para o debate, visando a garantia das medidas contra a Covid-19. Cada candidato levará apenas uma pessoa ao Edifício Ranulfo Oliveira, as diretorias da ABI e da OAB-BA não estarão no local. Portas e janelas do auditório permanecerão abertas. O debate terá 3h de duração, com dois intervalos de 3 minutos, um depois da 1ª rodada e outro após a 3ª rodada. Os assessores representantes de cada campanha vão realizar uma vistoria no local antes do evento. Por causa da pandemia, não será permitido o acesso de pessoas não credenciadas. A cobertura jornalística no local ficará por conta da ABI e da OAB-BA.

“Os sorteios serão realizados na hora, para dar mais emoção e menos previsibilidade. Nosso desejo é que transcorra com o máximo de liberdade, inclusive na escolha dos temas, ênfase em propostas”, explicou o dirigente, acompanhado na reunião pelo vice-presidente da ABI, Luís Guilherme Pontes Tavares, e pelos jornalistas Jorge Ramos e Amália Casal Rey, também diretores da entidade. Marques reforçou a ideia do formato proposto para dar “mais fluidez ao debate, sem as amarras” das grades de programação das emissoras de televisão que normalmente promovem debates.

Foto: Reprodução/Zoom

Participaram da reunião desta quarta-feira Maísa Amaral – Olivia Santana (PCdoB-PP); Rafael Ribeiro – Cezar Leite (PRTB); Luan Santos – Bruno Reis (DEM/PDT); José Calasans – Celsinho Cotrim (Pros); Ícaro Souza – Major Denice (PT/PSB); Ártus – Rodrigo Pereira (PCO); Debora Alcantara – Hilton Coelho (PSOL); O candidato Bacelar (Podemos/Rede/PTC) não teve representação na sessão. O candidato Pastor Sargento Isidório (Avante/PSD/PMB) havia avisado que não participaria da reunião porque estaria em atividades de rua. Não descartou, no entanto, a participação no debate.

ABI BAHIANA

ABI/OAB-BA apresentam regras do debate para assessores das coligações

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) vai promover, em parceria com a OAB-BA (Ordem dos Advogados do Brasil/Seção Bahia), um debate com todos os candidatos a prefeito de Salvador e um passo importante foi dado na manhã de hoje (19). Durante reunião online, a diretoria da Associação recebeu 8 dos 9 representantes das coligações com candidatos à Prefeitura da capital baiana. O evento será realizado no dia 4 de novembro, a partir das 19h, no Auditório Samuel Celestino, na sede da ABI. Na ocasião, a entidade concederá a Medalha do Mérito Jornalístico – maior comenda outorgada pela ABI – ao jornalista Samuel Celestino, ex-presidente da Diretoria Executiva e da Assembleia-geral da instituição.

A proposta do debate foi aprovada na primeira reunião mensal da nova diretoria da ABI, na manhã da última quarta-feira 14. O jornalista Ernesto Marques, presidente da ABI, enfatizou a proposta de aproveitar e dar mais fluidez ao debate, sem as amarras das grades de programação das emissoras de televisão que normalmente promovem debates. O dirigente enalteceu a contribuição de Celestino para a sociedade baiana. “O debate será um momento rico para a cidade e Samuel representa um guerreiro na luta em defesa da democracia, dos direitos humanos e da liberdade de expressão”, disse Marques.

Veículos de comunicação de Salvador estão sendo convidados para fazer parte de um pool de retransmissão do debate. Já estão confirmados o Bahia.ba (Levi Vasconcelos), Muita Informação (Osvaldo Lyra), Bahia Jornal (Evilásio Junior), Tribuna da Bahia. A produção do evento aguarda a adesão das rádios.

De acordo com Ernesto Marques, o auditório será adaptado para o debate, visando a garantia das medidas contra a Covid-19. Cada candidato deve levar apenas uma pessoa ao Edifício Ranulfo Oliveira, as diretorias da ABI e da OAB-BA não estarão no local. Portas e janelas do auditório permanecerão abertas. O debate terá 3h de duração, sem intervalos e sem divisão por blocos. “Os sorteios serão realizados na hora, para dar mais emoção e menos previsibilidade. Nosso desejo é que transcorra com o máximo de liberdade, inclusive na escolha dos temas, ênfase em propostas”, explicou o dirigente, que esteve acompanhado pelas jornalistas Simone Ribeiro e Suely Temporal, diretoras da ABI.

A segunda reunião será na quarta (21), às 9h, para definir outros detalhes do evento. Participaram da reunião desta segunda Marianna Dias – Olivia Santana (PCdoB-PP); Rafael Ribeiro – Cezar Leite (PRTB); Luan Santos – Bruno Reis (DEM/PDT); José Calasans – Celsinho Cotrim (Pros); Yuri Silva – Major Denice (PT/PSB); Artus – Rodrigo Pereira (PCO); Debora Alcantara – Hilton Coelho (PSOL); Ayna Soledad – Bacelar (Podemos/Rede/PTC); O candidato Pastor Sargento Isidório (Avante/PSD/PMB) não enviou representante e informou que não participará da próxima reunião, pois terá atividades de rua.

O presidente da ABI, Ernesto Marques, falou com a Rádio Metrópole sobre o debate. Confira entrevista: