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Documentário resgata estratégias da Secom na pandemia de Covid-19

Quando a pandemia chegou à Bahia, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) realizou diversas campanhas informativas para combater a disseminação da Covid-19. As principais ações da pasta estão reunidas no documentário “Coronavírus, um visitante indesejado”, lançado pelo Governo do Estado na noite de hoje (23). A exibição do filme levou à Sala do Coro do Teatro Castro Alves (TCA) autoridades, parlamentares e profissionais que atuam nas áreas da saúde, comunicação, segurança pública e educação. 

No pronunciamento de abertura da sessão, o secretário estadual de Comunicação, André Curvello, explicou que o objetivo da obra é relembrar as estratégias e o trabalho de comunicação necessários no combate ao coronavírus. Especialista em gerenciamento de crises, ele falou sobre os desafios do período e ressaltou a essencialidade dos profissionais da imprensa no momento em que a sociedade buscava entender a situação. “Ficou claro que uma das principais armas para se combater o mal que se alastrava seria a informação”, relembrou o jornalista.

Antes da exibição do documentário, o secretário chamou um vídeo de introdução que, através de pronunciamentos oficiais do governador Rui Costa, montou uma espécie de linha do tempo do enfrentamento ao vírus.

Já o filme “Coronavírus, um visitante indesejado” recapitulou peças produzidas pela Secom desde os primeiros casos de Covid-19 confirmados na Bahia, passando pelas medidas restritivas, as aberturas de hospitais de campanha, até a distribuição e aplicação das vacinas. “Os temas surgiram da percepção do que era mais urgente em cada momento e da melhor forma de auxiliar a população a evitar a contaminação e as consequências da doença”, destacou Curvello. O secretário comentou sobre as críticas recebidas por campanhas com maior apelo dramático. “Acabou chocando algumas pessoas. Agora, sabemos que foi uma estratégia acertada. Nosso foco era salvar vidas”, garantiu. 

Reprodução/GovBA

Ele fez questão de registrar publicamente a responsabilidade da imprensa baiana. “Uma das coisas mais gratificantes da pandemia foi contar com os veículos de comunicação e suas incansáveis equipes. Insignificante foi o número de veículos que não nos ajudaram a combater as fake news e o negacionismo, nossos maiores inimigos depois da Covid-19”, afirmou. “Não é possível olhar para trás sem chorar os mais de 660 mil mortos pela Covid-19 no Brasil, sendo 30 mil delas na Bahia, mas podemos, como baianos, nos orgulhar de tudo o que foi feito para que a tragédia não fosse ainda maior”.

O titular da Secom/BA classificou como “longa e dolorosa” a travessia contra o coronavírus. “Muitos, como eu, carregam a perda de parentes, amigos, vizinhos e colegas. Nesse percurso desafiador, destaco os muitos aprendizados e o espírito de colaboração que serviu de alento nas horas mais amargas”, salientou. Curvello aproveitou para agradecer a todos os profissionais que atuaram desde o início da pandemia e às pessoas que perderam familiares e amigos por causa do vírus. “Esse documentário entra para nossa história. Daqui a algum tempo, quem for assistir, vai ver o drama que todos nós vivemos, um momento muito triste na história da Bahia e do Brasil”. Para ele, o período deixa um legado de solidariedade e de amor à vida. “Legado esse que pode, com a colaboração de todos nós, ser permanente”, concluiu o secretário. 

  • O filme está disponível a partir de hoje em todas as plataformas do Governo do Estado. Confira abaixo a ficha técnica:

Filme: “CORONAVÍRUS, UM VISITANTE INDESEJADO”
Realização: Governo do Estado da Bahia
Direção: Fábio Ribeiro
Roteiro: Bruno Mollicone e Fábio Ribeiro
Produção Executiva: Cláudio Meirelles
Produção: Polliana Pereira e Yasmina Sestello
Edição e Montagem: Júnior Jacob
Computação Gráfica: Danilo Lima e Robson Nunes
Trilha: Sagaz Áudio
Produtora: Macaco Gordo

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Mostra em Salvador celebra o audiovisual negro e homenageia Mahomed Bamba

Entre os dias 11 e 15 de abril de 2018, acontece em Salvador a I Mostra Itinerante de Cinema Negro – Mahomed Bamba, com o objetivo de visibilizar, difundir e debater a produção audiovisual realizada por cineastas negras(o)s de África e de sua diáspora. A mostra homenageia o ex-professor e pesquisador de cinema da Faculdade de Comunicação (FACOM/UFBA), Mahomed Bamba, falecido em 2015, depois de lutar contra um câncer no fígado. O evento contará com mesas de debates, oficinas para crianças, Oficina de Elaboração e Desenvolvimento de Projetos e o Minicurso de Cinema Africano. A abertura da mostra, no dia 11, no SESC Pelourinho, prevê um show da cantora baiana Luedji Luna.

Natural de Costa do Marfim, Bamba propunha em seus ensaios uma nova leitura sobre as narrativas fílmicas produzidas nas periferias globais, sobretudo as realizadas no continente africano. Ele era doutor em Cinema, Estética do Audiovisual e Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), e integrava o corpo de professores da FACOM desde 2009, onde atuava na área de Cinema e Audiovisual, além de ser professor e pesquisador do Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas.

O festival terá exibições regulares na Sala Walter da Silveira (DIMAS), no bairro dos Barris, e itinerantes nos bairros do Cabula, Uruguai e Garcia, reunirá mais de 35 obras de longas e curtas metragens realizados entre 2015 e 2017, produzidos por cineastas negra(o)s do Brasil e de países africanos de língua portuguesa, como Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial e de países da diáspora.

A I Mostra Itinerante de Cinema Negro – Mahomed Bamba é realizada por cineastas e produtoras audiovisuais, tendo como idealizadora, coordenadora geral e de produção Daiane Rosário; na coordenação de curadoria de filmes nacionais e produção, Julia Morais e Tais Amor Divino; na coordenação de curadoria de filmes africanos e produção, Kinda Rodrigues; coordenação de produção, Loiá Fernandes; e na coordenação de comunicação e produção, Inajara Diz.

O festival tem como parceiros, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), a Diretoria de Audiovisual da Bahia (DIMAS), a Diretoria de Espaços Culturais, o Espaço Cultural de Alagados, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador, o Centro Cultural Casa de Angola na Bahia, o Ponto de Cultura Boiada Multicor (UNIRAAM), a Aliança Francesa e Centro de Comunicação Democracia e Cidadania (CCDC), Instituto Mídia Étnica e Correio Nagô.

Acesse a página do evento e confira a programação.

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ABI BAHIANA

Filme sobre liberdade de expressão marca o Dia do Jornalista na ABI

As mais de cinco décadas de atuação do jornalista João Carlos Teixeira Gomes (82 anos) foram reverenciadas na manhã desta sexta-feira (6), com o lançamento do documentário “A luta pela liberdade de expressão”. O evento foi idealizado pela Associação Bahiana de Imprensa (ABI) como parte das comemorações ao Dia do Jornalista, celebrado em todo o país em 7 de abril. O filme é o segundo volume da série “Memória da Imprensa Baiana” e registra o depoimento de Joca, também poeta e professor, sobre a luta em favor da liberdade, o combate à ditadura civil-militar e a defesa do Jornal da Bahia.

O presidente da ABI, Antonio Walter Pinheiro, abriu a sessão relembrando a origem do Dia do Jornalista – uma data em homenagem ao médico e jornalista Libero Badaró – e saudou a todos os profissionais. “Muitos colegas podem perguntar ‘e tem o que comemorar?’. Eu não tenho a menor dúvida. Temos o que comemorar. Sem uma imprensa livre, sem o jornalismo, não existe um sistema democrático. O transcurso desta data deve orgulhar a todos os jornalistas”, defendeu.

“O jornalista está na ponta de lança. É uma profissão perigosa”, constatou o dirigente, ressaltando que o Brasil chegou a figurar como o quarto país com maior número de mortes de profissionais da imprensa. “Ultimamente esse quadro está mais arrefecido, mas não se pode abaixar a guarda”. Ele falou sobre as funções da ABI e justificou a escolha de João Carlos Teixeira Gomes como a personagem do filme realizado pela ABI, ressaltando a contribuição do “pena de aço” para o jornalismo baiano. “É papel da ABI a defesa da liberdade e é por isso que estamos aqui. É nosso dever a defesa do bom jornalismo e da liberdade de expressão e do pensamento”. O dirigente refletiu sobre os novos meios de comunicação e reafirmou o papel das plataformas digitais. “Estamos conscientes das novas técnicas”.

Em seu discurso de agradecimento, Joca, lembrou sua trajetória no jornalismo e se posicionou contra a corrupção no Brasil, destacando os últimos escândalos no cenário político. “Eu digo com muito orgulho que o que sempre distinguiu a minha carreira jornalística foi a coragem de defender a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e a liberdade de pensamento – três bens essenciais da vida humana na sociedade. Para ele, não existe coisa pior do que a tirania”.

Com grande excitação, ele agradeceu o gesto da ABI. “Essa homenagem que me presta hoje a ABI significa um momento culminante na minha carreira profissional. É uma alegria estar aqui recebendo homenagem tão expressiva, tão marcante, que poucos jornalistas do Brasil podem merecer”.

Série – A série Memória da Imprensa Baiana, idealizada pelo jornalista Agostinho Muniz, foi lançada em 2007 e o volume 1 exibe o depoimento do jornalista Jorge Calmon (1915-2006), saudoso e lendário baiano que dirigiu A Tarde em toda a metade do século XX e nos primeiros anos do século XXI. Assim como esse volume, o volume dois que estreia na véspera do Dia do Jornalista contou com o apoio técnico do IRDEB.

De acordo com Walter Pinheiro, a entidade já planeja o volume três da série. “São muitas figuras relevantes e que merecem ter sua trajetória registrada. Os estudantes e os profissionais de comunicação devem assistir ao filme”, recomendou.

DIA DO JORNALISTA

O Dia do Jornalista “foi criado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como uma homenagem a Giovanni Battista Libero Badaró, importante personalidade na luta pelo fim da monarquia portuguesa e Independência do Brasil”, segundo informações do site Calendarr. De acordo com o sítio eletrônico, Libero Badaró “foi médico e jornalista, e foi assassinado no dia 22 de novembro de 1830, em São Paulo, por alguns dos seus inimigos políticos. O movimento popular que se gerou por causa do seu assassinato levou D. Pedro I a abdicar do trono em 1831, no dia 7 de abril, deixando o lugar para seu D. Pedro II, seu filho, com apenas 14 anos de idade”.

O site acrescenta que “foi só em 1931, cem anos depois do acontecimento, que surgiu a homenagem e o dia 7 de abril passou a ser Dia do Jornalista”. Sobre a data, o site informa também que “foi também no dia 7 de Abril que a Associação Brasileira de Imprensa foi fundada, em 1908, com o objetivo de assegurar aos jornalistas todos os seus direitos”.

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ABI BAHIANA

ABI festeja Dia do Jornalista com estreia de filme sobre liberdade

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) festejará o Dia do Jornalista (celebrado em 07 de Abril) lançando na próxima sexta-feira (6), o volume 2 da série “Memória da Imprensa Baiana”. Sob o título “A luta pela liberdade de expressão”, o vídeo registra o depoimento do poeta, jornalista e professor João Carlos Teixeira Gomes, “Joca” (82 anos) – reconhecido paladino em favor da Liberdade, cuja luta contra o arbítrio da Ditadura Civil-militar e em favor da sobrevivência do Jornal da Bahia o distingue entre os seus pares.

A exibição do filme será a partir das 9h30, no auditório da ABI (8º andar do Edifício Ranulpho Oliveira, na Praça da Sé). A sessão é aberta ao público e contará com a presença de Joca. O filme, dirigido pelo documentarista Roberto Gaguinho, tem duração de 50 minutos.

A série Memória da Imprensa Baiana, idealizada pelo jornalista Agostinho Muniz, foi lançada em 2007 e o volume 1 exibe o depoimento do jornalista Jorge Calmon (1915-2006), saudoso e lendário baiano que dirigiu A Tarde em toda a metade do século XX e nos primeiros anos do século XXI. Assim como esse volume, o volume dois que estreia na véspera do Dia do Jornalista contou com o apoio técnico do IRDEB. 

DIA DO JORNALISTA

O Dia do Jornalista “foi criado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como uma homenagem a Giovanni Battista Libero Badaró, importante personalidade na luta pelo fim da monarquia portuguesa e Independência do Brasil”, segundo informações do site Calendarr. De acordo com o sítio eletrônico, Libero Badaró “foi médico e jornalista, e foi assassinado no dia 22 de novembro de 1830, em São Paulo, por alguns dos seus inimigos políticos. O movimento popular que se gerou por causa do seu assassinato levou D. Pedro I a abdicar do trono em 1831, no dia 7 de abril, deixando o lugar para seu D. Pedro II, seu filho, com apenas 14 anos de idade”.

O site acrescenta que “foi só em 1931, cem anos depois do acontecimento, que surgiu a homenagem e o dia 7 de abril passou a ser Dia do Jornalista”. Sobre a data, o site informa também que “foi também no dia 7 de Abril que a Associação Brasileira de Imprensa foi fundada, em 1908, com o objetivo de assegurar aos jornalistas todos os seus direitos”.

Luis Guilherme Pontes Tavares

RDRT 660

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