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Programa internacional inscreve para bolsas de fotojornalismo

O Student Media Grants Program (SMGP), programa internacional de fotojornalismo para estudantes, está com inscrições abertas até 30 de setembro de 2017. O programa oferece até US$ 5.000 para candidatos documentarem áreas em situação precária ou afetadas por conflitos. O programa dura de janeiro a dezembro de 2018 e é aberto para estudantes de graduação e pós-graduação de todo o mundo. Os trabalhos podem abordar temas como saúde, educação, propriedade da terra, pobreza, entre outros. Alguns países retratados por bolsistas de anos anteriores foram Nigéria, Mali, Bangladesh, Nicarágua, Quênia, Haiti, Etiópia e Peru.

Para o programa, os participantes podem escolher fazer fotos em seu país de origem ou apresentar proposta de viagem internacional. Não há restrições em relação ao local, mas há pouca chance de destinos que constem na lista de países com alertas de viagem do governo dos EUA serem aprovados. O projeto não necessariamente deve durar de janeiro a dezembro de 2018, mas ser produzido em algum período do ano. Os próprios estudantes decidem quando preferem trabalhar.

As propostas podem ser individuais ou em duplas e cada estudante (ou equipe) deve enviar um só projeto para a organização. A bolsa será a mesma caso duas pessoas decidirem se inscrever juntas. Estudantes com projetos em região de alto risco estão autorizados a submeter segunda proposta, para não ficarem em desvantagem caso a primeira hipótese não seja exequível. Os dois projetos serão julgados separadamente.

Interessados devem enviar proposta com dados pessoais e descrição do plano de viagem e de trabalho (em inglês) para [email protected] Leia aqui as instruções para o envio do e-mail e o formato das submissões.

As informações são da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)

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Relatório traz dados sobre prêmios de jornalismo no Brasil

Você sabe quantos prêmios de jornalismo existem no Brasil? Um relatório publicado pelo Observatório da Imprensa pretende ajudar a demonstrar a grandiosidade deste mercado. O documento intitulado “Relatório de prêmios de jornalismo para jornalistas brasileiros” é resultado de dois meses de pesquisa e traz um mapeamento, com registros que incluem profissionais, estudantes, veículos e trabalhos premiados tendo o ano de 2016 como referência. No total são 98 prêmios de jornalismo que tiveram alguma edição no ano passado. Esses prêmios contemplaram nada menos que 1.375 jornalistas, sendo 908 profissionais e 467 estudantes. Foram contabilizados também 793 trabalhos premiados.

A ideia foi iniciada há cerca de dois anos, com o site <premiosdejornalismo.com>. Para o fundador do projeto, o jornalista Gustavo Panacioni, “esses números confirmam a magnitude do universo que tentamos monitorar diariamente com o trabalho de organização de agenda de prêmios que fazemos”.

Uma das interpretações do primeiro Relatório de prêmios de jornalismo para jornalistas brasileiros é o mapeamento de atuação dos profissionais premiados no ano passado. O resultado traz um retrato interessante sobre o jornalismo brasileiro: a região brasileira com mais premiados no último ano é a região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo). São 332 jornalistas contemplados. A região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) vem em segundo lugar, quase empatado, com 329 profissionais. Em terceiro lugar vem a região Nordeste, com 149 profissionais premiados, em seguida a região Centro-Oeste, com 50 jornalistas e, em quinto lugar, a região Norte, com 48 repórteres contemplados.

Ao longo das próximas semanas, o grupo vai divulgar outras leituras e interpretações feitas a partir da coleta de dados sobre prêmios de jornalismo no Brasil. Quem quiser ter acesso às informações, pode seguir o este link e fazer download do Relatório.

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Imprensa baiana lamenta morte do fotojornalista Arthur Ikissima

Profissionais da imprensa na Bahia manifestaram pesar pelo falecimento do fotojornalista Arthur Ikissima, aos 77 anos, em Salvador. Ikissima, que travava uma luta contra um tumor no cérebro, morreu vítima de uma parada cardíaca na casa onde morava, na tarde do dia 27, e a cerimônia de cremação aconteceu nesta quinta-feira (28), Cemitério Bosque da Paz.

Paulista, Arthur Ikissima chegou a Bahia aos 20 anos, onde começou a fotografar. Dentre os locais em que trabalhou, estão a sucursal do Jornal do Brasil e da revista Veja e no jornal A Tarde. No final da década de 1970, Arthur integrou o Grupo de Fotógrafos da Bahia. Bastante ligado à área cultural, principalmente à dança, Arthur Ikissima fez o registro de vários artistas, dentre eles Caetano Veloso, Gilberto Gil e Jorge Amado. Dentre os trabalhos mais famosos do fotógrafo estão as capas dos discos ‘Barra 69 Cateano e Gil’ (1972), dos baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil, e ‘Cantoria’ (1984), de Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai.

“Perda sem tamanho para o foto jornalismo nacional, para a inteligência, cultura e a arte da convivência pessoal e profissional na Bahia, especialmente Salvador, sua cidade do coração”, registrou o jornalista Vitor Hugo Soares, do site Bahia em Pauta.

*Informações do Correio* e Bahia em Pauta.

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Câmara homenageia fotojornalista Anízio Carvalho

Uma sessão especial realizada na Câmara Municipal de Salvador homenageou, na manhã desta sexta (18), o repórter fotográfico Anízio Carvalho. A honraria sugerida por jornalistas, ex-colegas de Anízio, destacou sua contribuição para o fotojornalismo baiano e representa o reconhecimento da importância do seu acervo para a história do estado e do país. Durante a solenidade, o homenageado, que é natural do município de Conceição de Feira, recebeu o Título de Cidadão de Salvador, que já havia sido concedido pela Casa, mas Anízio não compareceu por motivo de saúde. A sessão presidida e requerida pela vereadora Aladilce Souza contou com a presença da família do fotojornalista, além de significativa representação dos profissionais da imprensa.

Aos 85 anos de idade, sendo 60 em atividade, o fotógrafo baiano possui um acervo que reúne mais de seis mil negativos, com imagens que eternizam acontecimentos ao longo de seis décadas de história da Bahia e do Brasil, com destaque para as coberturas do período da ditadura militar e campanhas políticas. É de sua autoria uma das fotografias mais inusitadas da visita da rainha Elizabeth II, ao Brasil. Foi o primeiro baiano a receber, em vida, uma exposição de seus trabalhos como homenagem por sua importância na documentação dos costumes da cultura afrodescendente, proferida pelo Museu Afro em São Paulo. A homenagem desta sexta serviu também para alertar sobre o mau estado de conservação do valioso acervo. A partir da sessão, será feita uma indicação para a retomada da proposta que cria o Museu Anízio Carvalho.

A sessão foi abrilhantada por um Anízio emocionado e orgulhoso de sua trajetória. A outorga da honraria foi feita pela vereadora e pela esposa de Anízio, Terezinha Carvalho. “Esta homenagem veio selar a minha história, marcada pela vontade de vencer. Eu me sinto orgulhoso e isso também envaidece a minha família. Saí de Conceição de Feira aos 14 anos e hoje estar sendo homenageado nesta Casa, para mim, significa que eu venci”, enfatizou o fotógrafo, exibindo no pescoço a sua primeira companheira de trabalho, a conhecida Rolleiflex que ganhou na década de 40.

“Meu pai não é só. Ele é feito das personagens que ele fotografou durante a vida. Do simples mendigo ao general, da rainha Elizabeth à Mulher de Roxo”, destacou o filho de Anízio, Juarez Carvalho. Já a jornalista Jaciara Santos, que falou em nome dos amigos do fotógrafo, exaltou características marcantes de sua personalidade. “Um texto, por mais bem escrito que seja, jamais será realista se não estiver associado a uma imagem. Anízio teve uma carreira brilhante, mas nunca conheci uma pessoa com a humildade dele”, reconheceu.

homenagem anízio carvalho Reconhecimento – Para o presidente da Associação Bahiana de Imprensa, Walter Pinheiro, Anízio é um ícone do fotojornalismo. “Poucas vezes, este salão abrigou uma homenagem tão merecida. Ele teve a oportunidade de testemunhar fatos que entraram para a história e foram registrados por suas lentes. Foi um dos poucos que tiveram a sabedoria de guardar os negativos, que são verdadeiras relíquias para a memória do estado”, reforça o dirigente, que esteve acompanhado por outros diretores da entidade, como Luís Guilherme Pontes Tavares, Agostinho Muniz, Sérgio Mattos e Nelson de Carvalho. Além do presidente da ABI, compuseram a mesa de trabalho o presidente da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Brasil (Arfoc), Luiz Hermano Abbehusen; a presidente do Sindicato de Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Marjorie Moura; o presidente da Arfoc-Bahia, Roque Leônidas; o filho de Anízio, Juarez Carvalho, a jornalista Jaciara Santos e o jornalista e ex-deputado federal, Emiliano José.

Filha de um fotógrafo, Aladilce Souza levou ao Plenário Cosme de Farias a máquina que seu pai usou para ensiná-la a fotografar. Aladilce, que é enfermeira, acompanhava o trabalho do pai e contou que recorda todo o antigo processo de nascimento de uma fotografia. “[A homenagem] Não é uma iniciativa minha, mas de todos os colegas dele. A fotografia é muito mais do que usar uma câmera. Agora que tomamos conhecimento da importância deste acervo, vamos nos esforçar para dar um destino e preservar esse material”. A vereadora estendeu a homenagem a todos os repórteres fotográficos de Salvador, com menção especial aos servidores da Secom, Reginaldo Ipê, Valdemiro Lopes e Antônio Queirós.

Decano – Anízio Carvalho nasceu em 26 de fevereiro de 1930. Chegou a Salvador ainda criança, na década de 40, para trabalhar na casa da família Rosenberg, composta de empresários na área de fotografia e filmagem – Leão e Isaac. Eram deles os melhores estúdios, os melhores laboratórios e os melhores equipamentos de fotografia, revelação e filmagem da Bahia. E foi aí que Anísio Carvalho, então laboratorista, ganhou sua primeira câmera e aprendeu a fotografar. Em 1957, foi contratado pelo dono do Jornal da Bahia, João Falcão, para integrar a equipe do periódico, assumindo a chefia do departamento fotográfico. Com isso, o JB passou a ser o primeiro jornal em Salvador a ter uma Rolleiflex. Lá, Anízio Carvalho ganhou reconhecimento internacional.