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Facebook lança portal para profissionais da comunicação

O Facebook lançou a versão brasileira de seu portal de mídia, na última quinta-feira (30). A ferramenta agrega informações para melhorar o engajamento e a manutenção da audiência de cada público. Segundo a rede social, o Facebook Media é destinado a personalidades e veículos de comunicação e reúne boas práticas, dicas, casos de sucesso e as ferramentas que cada profissional precisa para trabalhar da melhor maneira a sua página. Esta é a primeira vez que o portal é adaptado para um país fora dos Estados Unidos.

 Segundo Luis Olivalves, líder de parcerias de mídias para a América Latina, o Facebook Media vai facilitar e capacitar todos os criadores de conteúdo para atingirem de forma assertiva seu público. “”O Facebook mudou a relação da mídia com seu público. Hoje, ela é direta, em tempo real e depende de uma estratégia bem planejada. Com informações e casos de sucesso alinhados ao mercado brasileiro, é possível planejar, executar e mensurar apenas seguindo as informações do portal”. A ferramenta é dividida em 3 partes: criação de conteúdo, aumento do alcance do conteúdo e do público e análise de resultados. É possível filtrar esses materiais por objetivo e setor (música, esportes ou notícias, por exemplo).

 O portal conta com uma parte dedicada à suporte, contendo as principais dúvidas e passos para resolver situações como verificar a página, alterar seu nome ou reportar um fake. Para visualizar o portal brasileiro, é necessário ter o português configurado como seu idioma no Facebook. Segundo a companhia, o portal será atualizado constantemente com novos cases de sucesso.

*Informações da AdNews e Capital News

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Emissora de TV italiana se recusa a exibir vídeos do Estado Islâmico

Desde que o grupo extremista Estado Islâmico descobriu na internet uma poderosa arma de propagação de seus atos, emissoras de TV e sites ao redor do mundo estudam maneiras de lidar com a cobertura do caso. O canal italiano RAI News 24 anunciou que não exibirá os vídeos feitos pela facção, inclusive em seu site. A justificativa foi apresentada por Monica Maggioni, diretora da cadeia RAI News Group, numa coluna publicada pelo jornal Il Tempo. De acordo com Le Fígaro, ela explica que a decisão foi tomada após meses de discussões. “Agora o Estado Islâmico se transformou em uma espécie de Hollywood terror. Seus vídeos são estudados, cada comunicação é refletida. E nós não queremos ser parte de sua propaganda”.

A decisão da RAI News 24 abriu um debate sobre como as emissoras de TV devem trabalhar as imagens do grupo terrorista, delimitando a linha entre informação e propaganda. Apesar de não apresentar as imagens, o canal italiano garante que continuará informando os telespectadores sobre o Estado Islâmico. Na França, os canais de televisão não transmitirão as imagens de execuções, apenas mostrarão reprodução das imagens dos vídeos. Caso não procedam desta forma, serão imediatamente sancionado pelo Conselho Superior do Audiovisual (CSA).

Rede social

0tempO debate não escapa às redes sociais. As condições de serviço do Twitter, por exemplo, não permitem que usuários publiquem “ameaças específicas ou diretas de violência contra os outros”. A empresa sistematicamente exclui mensagens que apresentam vídeos de atos de violência do grupo terrorista e suspende suas contas o mais rápido possível. Por esse motivo, o cofundador do microblog, Jack Dorsey, passou a receber ameaças de morte do Estado Islâmico. Um post supostamente escrito por partidários da facção criminosa ameaça o executivo-chefe e funcionários da empresa.  A mensagem foi enviada pelo site de textos e imagens JustPaste e apresenta a imagem Dorsey com uma mira de arma sobreposta ao seu rosto. Segundo o site BuzzFeed, o motivo da mensagem é a exclusão recorrente de contas do EI na rede social.

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‘’Você começou esta guerra falha. Nós lhe dissemos desde o início que a guerra não é sua, mas você não entendeu e continuou fechando nossas contas no Twitter. Quando os nossos leões vierem e tomarem sua respiração, você nunca vai voltar à vida’’, dizia a ameaça. “Como irá proteger seus funcionários? Jack, você será impotente quando os pescoços deles se tornarem oficialmente um alvo para os soldados do Califado e para os simpatizantes espalhados entre o seu meio. O que iria você responder às suas famílias e seus filhos? Que você falhou em sua guerra?”, completou.

As reclamações ocorrem porque a rede social não permite a publicação de ameaças específicas ou diretas de violência contra os outros. A empresa exclui vídeos de violência e suspende a conta de organizações criminosas. ‘’Nossa equipe de segurança está investigando a veracidade destas ameaças com os funcionários responsáveis pela aplicação da lei’’, disse um porta-voz do Twitter.

*Informações do Portal IMPRENSA e de O Globo.

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Jornalismo domina redes sociais em protestos por todo o país

O noticiário produzido por jornais, portais e TVs brasileiros dominou os compartilhamentos em redes sociais durante os protestos que pararam o Brasil em junho.

Entre 6 e 22 de junho, links da mídia brasileira responderam por 80% dos endereços de maior alcance nas principais “hashtags” das manifestações no Twitter, segundo dados do site Topsy. Só 5% eram postagens em blogs.

No Facebook, embora não seja possível analisar a composição dos links, a imprensa também multiplicou seu alcance. Levantamento no site SocialBakers mostra que triplicou no período o volume de pessoas que comentam e compartilham textos de jornais e revistas brasileiros.

Foi o que ocorreu com a página da Folha de S.Paulo no Facebook: de uma média de 200 mil interações diárias antes dos protestos, o conteúdo do jornal saltou para quase 600 mil interações de 20 a 22 de junho. Com 1,7 milhão de fãs, nos dias do protesto o site do jornal viu mais do que dobrarem as visitas vindas do Facebook.

Autoridade

Segundo especialistas, reportagens de jornais e portais compartilhadas em ferramentas como Twitter e Facebook tiveram o papel de embasar informações, opiniões e críticas dos manifestantes.

Fábio Malini, coordenador do Laboratório de Estudos sobre Internet e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo, diz que os levantamentos confirmam estudos do seu grupo: “As autoridades [informativas] têm se caracterizado por ser da imprensa”. Com isso, os usuários de redes sociais usam notícias para legitimar afirmações: “É um papel estratégico que a imprensa ocupou”.

Rosental Calmon Alves, diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas, aponta a simbiose entre mídia social e jornalismo. “Apesar de ter sido articulado fora da mídia tradicional, o movimento se nutre do jornalismo. Este se torna ainda mais importante como instância verificadora, preparada para investigar e publicar fatos.”

Liderança

O relatório sobre Jornalismo Digital de 2013, divulgado na semana passada pelo Instituto Reuters, de Oxford, apresenta os brasileiros na dianteira mundial no compartilhamento de notícias.

Enquanto 44% dos brasileiros trocam e comentam reportagens via mídia social, só 8% dos alemães e dos japoneses o fazem. Os espanhóis chegam mais perto: 30%.

Realizada pela YouGov, a pesquisa ouviu 11 mil internautas de EUA, Reino Unido, França, Dinamarca, Alemanha, Itália, Espanha, Japão e Brasil. Os resultados “sugerem que a cultura de um país é o que define o engajamento com as notícias on-line”, segundo Nic Newman, ex-estrategista digital da BBC e coordenador do relatório.

A cultura brasileira “é muito social” fora da rede, comenta Newman, o que se reflete também no on-line.

Desmentir boatos

A imprensa teve outro papel nos protestos: o de validar ou desmentir informações desencontradas disseminadas por usuários das redes.

De um falso Jô Soares anunciando duas mortes em uma manifestação, no Facebook, ao alerta geral sobre um golpe militar, no Twitter, os boatos se espalharam sem controle naquele período.

Outro boato dizia que a presidente Dilma Rousseff havia declarado que desligaria a internet se as manifestações prosseguissem. A origem deste último foi identificada em sites de humor.

Mas os demais se perdem no emaranhado de versões que acabaram recebendo guarida em perfis do Facebook e contas do Twitter.

Um deles dizia que um dos depredadores da sede da Prefeitura de São Paulo seria a mesma pessoa que rasgou as cédulas de jurados na apuração do Carnaval de 2012, Tiago Ciro Tadeu Faria.

Na realidade o agressor era o estudante de arquitetura Pierre Ramon Alves de Oliveira, como revelou a imprensa.

“Você vai descascando, descascando, e é como telefone sem fio: lá atrás era outra coisa”, afirma Leonardo Sakamoto, professor de jornalismo da PUC-SP. Ele chegou a postar em seu blog no UOL, empresa do Grupo Folha, que edita a Folha, “os dez mandamentos para jornalista de Facebook e Twitter”. O primeiro é “não divulgarás notícia sem antes checar a fonte de informação”.

Por Marcelo Soares e Nelson de Sá, da Folha de S.Paulo