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Jornalistas de mais de cem emissoras cobrirão os Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos de 2016 devem atingir um público de cinco bilhões de pessoas e ter cerca de seis mil horas de transmissão ao vivo na TV e mídias digitais, a partir do dia 5 de agosto. Segundo o Jornal Nacional, para dar conta da audiência, 25 mil jornalistas de 105 emissoras do mundo inteiro estão credenciados para cobrir o evento, sendo que 20 mil devem trabalhar no IBC (Centro Internacional de Transmissões), estrutura montada no Parque Olímpico do Rio de Janeiro.

Os cinco países com mais jornalistas credenciados para o Rio 2016 são Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Japão e China. A emissora britânica BBC já ajustou seus equipamentos no local e os japoneses fazem testes de estúdio. A emissora chinesa Le Sport decidiu montar um estúdio móvel em um trio elétrico em frente ao Parque Olímpico, para conseguir entrevistar os atletas fora das áreas de competição.

A expectativa é que, em horários de pico, mais de 15 mil profissionais da imprensa circulem pelo Parque Olímpico e, para satisfazer a demanda, há no local uma subestação de energia com 50 MVA, dentre os quais 60% serão consumidos apenas pela imprensa.

Devem estar no Brasil 12 mil atletas de 206 países diferentes, sete mil membros de delegações e 3200 profissionais técnicos (árbitros e assistentes). O Parque Olímpico será palco de competições de 16 modalidades olímpicas: Basquete, Ciclismo de Pista, Ginástica Artística, Ginástica de Trampolim, Ginástica Rítmica, Handebol, Judô, Luta Greco-Romana, Luta Livre, Nado Sincronizado, Natação, Polo Aquático, Saltos Ornamentais, Taekwondo, Esgrima e Tênis), além das modalidades paraolímpicas.

*Informações do Jornal Nacional e do blog Esse Mundo é Nosso

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Associação Brasileira de Imprensa rejeita hostilidades a jornalistas

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou uma nota que trata do agravamento das hostilidades contra jornalistas e veículos de comunicação “neste momento particularmente delicado da vida do país” e pede paz nas manifestações previstas para os próximos dias. De acordo com a instituição, “a espiral de violência que prosperou ao longo do ano passado estimulou recentemente inaceitáveis episódios de intolerância política com graves ameaças à liberdade de imprensa e à própria democracia”, defende o documento publicado neste sábado (12).

A ABI expressa solidariedade às vítimas do que chamou de “inaceitável processo de intimidação” e diz apoiar a iniciativa da Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Anaer), a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abraer) em advertir as autoridades e alertar a opinião pública sobre as consequências imprevisíveis que novos atos dessa natureza produzirão sobre as garantias fundamentais.

“Esperamos que as manifestações previstas para os próximos dias ocorram de forma pacífica e que todos os profissionais de imprensa designados para a cobertura tenham absoluta liberdade em seu trabalho de levar a informação a toda a sociedade brasileira”, diz o documento, que é assinado pelo presidente da entidade, Domingos Meirelles, e diz ainda que não se pode tolerar que o Brasil repita em 2016 o “deplorável desempenho” do ano passado, quando a organização Repórteres Sem Fronteiras classificou o Brasil como o quinto país mais perigoso do mundo para o exercício da atividade jornalística. “Performance que ofende os valores de uma nação civilizada e cobre de vergonha a todos nós”.

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Imprensa x Redes Sociais: Cobertura das manifestações será avaliada em debate

 

A cobertura das manifestações de rua pela chamada grande imprensa e pelas redes sociais é o tema central do debate AS RUAS SOB O OLHAR DA MÍDIA, na próxima segunda-feira 12, no auditório da Fundação Visconde de Cayru, nos Barris, a partir das 19h. Promovido pelo recém-criado Instituto de Ação Geopolítica Zé Olívio Miranda (IZO), o evento terá como debatedores o jornalista e titular da coluna Panorama Político do jornal O Globo, Ilimar Franco, e o sociólogo Sérgio Amadeu, professor da UniABC e membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet no endereço www.institutozeolivio.com.br.

Após o primeiro bloco, quatro convidados pela organização do evento comentarão as exposições de Ilimar Franco e Sérgio Amadeu. “Depois de estabelecido o contraditório, os comentaristas vão esquentar o debate antes de a plateia interagir com os convidados”, explica o presidente do IZO, o professor de História Sérgio Guerra. O editor-chefe do jornal Correio da Bahia, Sérgio Costa; a também jornalista Débora Cruz, ex-secretária de Mídias Sociais do Governo do Distrito Federal; o professor Pedro Cordier e um representante do grupo de jornalismo independente Mídia Ninja, compõem o time de comentaristas. A mediação ficará sob a responsabilidade do jornalista Ernesto Marques, vice-presidente da Associação Bahiana de Imprensa.

Para Sérgio Guerra, a proposta do debate surgiu em discussões entre membros do Instituto Zé Olívio em que as manifestações eram o tema principal, “mas as comparações entre a cobertura da imprensa convencional e de iniciativas como os Ninja terminavam empolgando mais do que as análises sobre as manifestações em si”. Para o presidente do IZO já houve inúmeras discussões sobre “as ruas”, inclusive com análises sobre o uso da tecnologia para mobilizar pessoas por todo o País, mas “sentimos falta de uma abordagem comparativa porque, até bem pouco tempo, acontecimentos como essas manifestações eram noticiadas basicamente com o ponto de vista das grandes empresas de comunicação”, justifica.

Dia: segunda-feira 12 de agosto, a partir das 19h

Local: auditório da Fundação Visconde de Cairu

Inscrições: gratuitas pelo endereço www.institutozeolivio.com.br

ILIMAR FRANCO

Nascido em Carazinho (RS), formou-se na UFRGS em Porto Alegre. Adotou Brasília desde a cobertura da Constituinte, em 1987. Trabalhei nos jornais ‘Correio do Povo’, ‘Zero Hora’ e ‘Jornal do Brasil’. No GLOBO há 12 anos, assina a coluna Panorama Político desde 2007.

SÉRGIO AMADEU

Paulista, o sociólogo Sérgio Amadeu é doutor em Ciência Política e professor da UniABC. Por sua atuação no Comitê Gestor da Internet no Brasil, é uma das principais referências no assunto, sempre procurado para discussões sobre o marco civil da internet brasileira e democratização da comunicação.

Divulgação: Fabíola Aquino  (71) 9608-4386