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Ministério da Justiça instalará Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou nesta terça-feira (17/01) a criação do Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas, para monitorar casos de ataques à categoria. O anúncio aconteceu um dia após o ministro se reunir com a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Samira de Castro, os diretores do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF), Silvio Luiz Vasconcellos de Queiroz e Cristiane Silva Sampaio, e a presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Katia Brembatti.

“Acolhendo o pedido das entidades sindicais dos jornalistas, vamos instalar no Ministério da Justiça o Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas, a fim de dialogar com o Poder Judiciário e demais instituições do sistema de justiça e de segurança pública”, escreveu Dino em sua conta no Twitter.

No encontro, que aconteceu na segunda-feira (16/01), no Palácio da Justiça, em Brasília, Dino se solidarizou com os jornalistas e colocou a pasta à disposição das entidades de classe que representam os jornalistas. O objetivo é cessar a onda de violência contra os profissionais em todo o Brasil. A reunião contou com a participação do interventor federal da Segurança Pública no DF, Ricardo Cappelli, também jornalista e secretário-executivo do MJSP, e do secretário Nacional de Segurança Pública (Senasp), Tadeu Alencar.

Para o ministro, o que houve com a imprensa no dia 8 de janeiro, nos ataques terroristas às sedes dos Três Poderes em Brasília, se encaixa no escopo de comportamentos antidemocráticos, uma vez que um jornalista é atacado não é o ataque a uma pessoa, mas ao que ela representa, sendo que o jornalismo é essencial para a democracia.

“Quando o jornalismo é atacado, é um sinal inequívoco de que a democracia está sob ataque. Foi muito importante prestar nosso apoio integral à atividade profissional de jornalismo e aos jornalistas, além de nos colocar à disposição para apurar todo tipo de violência sofrida pelos profissionais de comunicação no Brasil”, completou Ricardo Cappelli.

Para a presidenta da FENAJ, Samira de Castro, a iniciativa do MJSP tem um significado muito representativo. “Mostra que a gente sai de um período de quatro anos, sem nenhum diálogo com o Governo Federal, para um período em que temos a possibilidade de construir medidas concretas para garantir o livre exercício do jornalismo no país”, observou.

A FENAJ apresentou uma série de propostas ao ministério para o fortalecimento da atividade jornalística. Entre elas, está a realização de uma campanha com as forças de segurança nos estados para a compreensão da sociedade sobre o papel dos jornalistas, bem como o respeito e a necessidade de garantir a liberdade de imprensa. “Essa é apenas uma das propostas, mas, sem dúvida, é uma das mais importantes que a gente pode tentar viabilizar de uma forma muito concreta a partir de agora”, disse Samira de Castro.

A presidente da Abraji, Katia Brembatti, considera que essa abertura é importante para que o governo reconheça que os ataques sofridos pelos jornalistas não são comuns. “É uma violência política e direcionada a uma categoria profissional”, destacou.

Segundo Brembatti, a expectativa é que a partir do compromisso do MJSP, os casos de violência contra os jornalistas sejam investigados com rigor e que as perseguições diminuam. “Para isso acontecer, são várias as iniciativas que precisam ser tomadas, entre elas, o reconhecimento de que a imprensa é parte dessa estrutura democrática, além da conscientização de que é inaceitável qualquer tipo de violência contra os profissionais de comunicação”, sugeriu a presidente da Abraji.

Fonte: Fenaj

Com informações do MJSP

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ABI BAHIANA

ABI recebe dirigentes da FENAJ e do Sinjorba

Nesta quinta (12), o jornalista e radialista Ernesto Marques, presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), recebeu na sede da entidade Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Moacy Neves, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) e Fernanda Gama, vice-presidente do Sindicato. Os jornalistas conversaram, entre outros temas, sobre o papel do jornalismo no fortalecimento da democracia, o atual cenário político brasileiro e a atuação das entidades representativas no combate à violência contra profissionais da imprensa.

O encontro ocorreu na mesma semana em que pelo menos 15 profissionais de mídia foram agredidos, nos atos antidemocráticos praticados em Brasília, no último dia 8, durante a invasão e destruição do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto. Na avaliação de Samira de Castro, não se pode naturalizar o jornalismo como uma profissão de risco.

Na segunda-feira (9), um dia depois dos atentados, a Fenaj participou de uma reunião com o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Paulo Pimenta, e outros representantes das entidades de jornalistas do Brasil, para discutir ações que garantam a segurança no exercício da profissão.

Precarização – Durante a visita à ABI, os dirigentes falaram da situação do mercado de trabalho e discutiram formas de impedir a precarização do ofício nas redações. “A gente está em uma categoria cada vez mais juvenil, feminina e branca. Com esse cenário, temos tido dificuldade de recolocação no mercado a partir de 40 anos”, aponta Samira.

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FENAJ divulga guia de cuidados na cobertura das eleições

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) colocou à disposição dos profissionais de imprensa brasileiros, o Guia de Proteção a Jornalistas na Cobertura Eleitoral, uma publicação digital com orientações de segurança para profissionais da mídia na cobertura das eleições deste ano. Preparado pela Secretaria de Saúde e Segurança da Federação, tendo como base o manual publicado pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a publicação reúne medidas de proteção para jornalistas. As orientações incluem preparação da pauta, uso de equipamentos de segurança, prevenção e resposta a ataques virtuais, entre outros pontos.

Capa do guia | Foto: reprodução

Além da polarização acentuada que vem se verificando no período pré-eleitoral, a iniciativa foi motivada pelos altos índices de ataques contra profissionais de imprensa registrados pela Federação nos últimos anos: 428 em 2020 e 430 em 2021.

O guia salienta a importância de registrar oficialmente as agressões, destacando que se trata da única maneira de responsabilizar os autores por meio da documentação das agressões, “e dar mais elementos garantia do direito ao trabalho dos profissionais de imprensa”, destaca o manual.

Trecho do Pacto contra Violência enviado aos presidenciáveis deste ano | Foto: reprodução

Entre os tópicos escolhidos na publicação estão a cobertura de comício ou manifestação com dicas sobre o que deve conter a pauta e o que se deve levar para a rua; os tipos de ataques virtuais e as medidas que devem ser adotadas pelos jornalistas frente a qualquer tipo de agressão.

A FENAJ e outras organizações em defesa da liberdade de imprensa encaminharam recentemente uma carta-compromisso aos presidenciáveis para o período eleitoral. O documento inclui medidas para proteger a atividade jornalística e os profissionais. “Esse é mais um instrumento utilizado pela Federação em um esforço para tentar coibir as tentativas de intimidação”, explica a publicação.

Acesse o manual clicando aqui.

Fonte: Sinjorba

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ABI BAHIANA

7 de Setembro: Entidades orientam repórteres sobre segurança na cobertura

O crescimento dos casos de violência contra profissionais da imprensa tem preocupado entidades ligadas ao segmento. Para trabalhadores da mídia que atuam na cobertura política, então, algumas agendas são sinônimo de intimidações e agressões, que põem em risco suas vidas. É o caso do “7 de Setembro”, Dia da Independência do Brasil. Com a proximidade das eleições gerais, as diversas manifestações marcadas para a data, em todo o país, colocaram instituições representativas da categoria em estado de alerta, e suscitaram a edição de materiais com dicas de segurança e orientações sobre como agir em caso de violações.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) orientou os Sindicatos filiados a reforçarem as medidas de segurança dos profissionais na cobertura dos atos. A entidade destacou o contexto difícil deste ano, principalmente para repórteres que cobrem comícios, manifestações e a agenda política. Segundo a Fenaj, os atos convocados pela extrema-direita para o 7 de Setembro despertam preocupação.

Em 2021, segundo o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, foram registrados 430 episódios de agressões à categoria. De acordo com a Fenaj, o presidente Jair Bolsonaro foi o principal agressor, com por 147 casos (34,19% do total). Também aparecem como perpetradores de violência contra profissionais da mídia “manifestantes bolsonaristas”, com 20 casos.

A Arfoc-Brasil divulgou carta derivada do XVI Congresso Nacional dos Jornalistas de Imagem, realizado em Florianópolis. No documento, a Associação reafirma o compromisso de continuar a defender os cinefotojornalistas, o jornalismo e a liberdade de imprensa, “diante das múltiplas agressões que os jornalistas e a profissão vêm sofrendo”.

Medidas

Além da manutenção de equipes de plantão no feriado, a Diretoria Executiva da Federação recomendou que os Sindicatos enviassem ofício às empresas empregadoras, para pedir a adoção de medidas protetivas. A FENAJ também sugere aos jornalistas  a leitura do “Guia de Proteção a Jornalistas na Cobertura Eleitoral “, elaborado pelo Sindicato dos Jornalistas de SP e disponível AQUI. Na Bahia, o Sinjorba também estará com plantão de diretores à disposição.

Para Ernesto Marques, presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), ataques contra a imprensa representam riscos para a própria democracia. “Precisamos de liberdade e respeito para realizarmos o nosso trabalho. A preocupação das entidades com a segurança, com a integridade física e moral, dos profissionais da imprensa é um grande sintoma da situação de desajuste institucional que o Brasil está vivendo. Se isso está acontecendo no dia 7 de setembro, nos 200 anos da Independência, é porque muita coisa precisa ser revista e consertada neste país”, avalia.

  • Confira abaixo algumas dicas compartilhadas pela Fenaj:
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