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Prêmios de jornalismo consagram os melhores do ano no Brasil

A última semana de setembro foi de homenagens ao jornalismo nacional. Em audiência realizada na Câmara Municipal de São Paulo (SP), nesta terça-feira (30/9), foram escolhidos os vencedores do 36º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, cuja cerimônia da premiação acontece no dia 29 de outubro, para congratular jornalistas que se dedicam a reportagens que estimulam os ideais de justiça e liberdade. Já o Oscar do Jornalismo Brasileiro, como é conhecido o Prêmio Comunique-se, realizou sua 12º edição na última terça-feira (23), elegendo os vencedores com mais de 100 mil votos pela internet.

Organizado pelo Instituto Vladirmir Herzog, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), entre outras entidades, o Prêmio Vladimir Herzog foi criado em 1978, três anos após o assassinato do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do DOI/CODI, em São Paulo. É o primeiro prêmio explicitamente antifascista do País, que, embora viva um momento democrático, atos de desrespeito e de atropelo aos direitos humanos continuam acontecendo.

O respeito que a sociedade e os jornalistas dedicam ao prêmio Vladimir Herzog pode ser comprovado pelo volume de trabalhos inscritos. Todos os anos, mais de 300 chegam de todo o país. Os ganhadores não recebem qualquer quantia em dinheiro, mas o prêmio é disputado pelo seu prestígio.

>> Conheça os vencedores do prêmio Vladimir Herzog 2014:

– Artes: “Pátria Armada Brasil”, de Robson Vilalba, jornal Gazeta do Povo. Menção honrosa: “Foi Errado, eu sei”, de Laerte, na Folha de S. Paulo.

– Fotografia: “De herói a Vilão” de Marcelo Carnaval, O Globo.

– Jornal: “Sangue Político”, de Leonêncio Nossa, O Estado de S. Paulo. Menção honrosa: “Mapa da Ditadura em Brasília”, de Ana Pompeu, Correio Brasiliense; e “As confissões do coronel Malhães”, Juliana Dal Piva, O Dia.

– Revista: “Jurados de Morte: o drama de mais de 2 mil autoexilados no próprio país”, de Edson Sardinha, Congresso em Foco. Menção honrosa: “Envenenados”, Tiago Mali, Galileu.

– Rádio: “História de Flor”, de Hebert Araújo, Rádio CBN de João Pessoa/PB. Menção honrosa: “Brasil-Haiti: 10 anos da missão de paz da ONU, de Michelle Trombelli, Rádio BandNews FM/SP.

– Documentário de TV: “Na Lei ou na Marra: 1964, um combate antes do golpe”, de Tatiane Fontes, TV ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais). Menção Honrosa: “Pele Negra”, de Bianca Vasconcellos, TV Brasil/EBC.

– Reportagem de TV: “Caso Amarildo”, Mônica Marques, TV Globo/RJ. Menção Honrosa: “Tortura na Fundação Casa”, Valmir Salaro, “Fantástico” (Globo).

– Internet: “Dias de tolerância”, Rosanne D´agostino, Portal G1. Menção honrosa: “Imigrantes em São Paulo”, Fabiana Maranhão, UOL.

– Prêmio Hors Concours: “A sentença – 35 anos”, Cláudio Renato, GloboNews.

Da missão impossível ao reconhecimento

PREMIO-COMUNIQUE-SE_Foto-Orlando Silva_AgNews

Com o tema “Jornalismo, uma missão quase impossível”, unindo os universos da espionagem e da comunicação, o Prêmio Comunique-se foi marcado pela consagração de Ricardo Boechat, primeiro “Mestre do Jornalismo” em três categorias. Entre os ganhadores da premiação que não tem fins lucrativos, destaque para Heraldo Pereira, na Globo desde 1985, eleito o melhor jornalista brasileiro em mídia eletrônica, e Miriam Leitão, global desde 1995, premiada na categoria Jornalista de Economia em Mídia Eletrônica. Junto de Roberto Kovalick, Sônia Bridi e Tino Marcos, eles transformaram a emissora carioca no veículo com maior número de vencedores dessa edição.

>> Confira também os vencedores do Prêmio Comunique-se 2014:

– Economia:

Míriam Leitão (Mídia Eletrônica)

Míriam Leitão (Mídia Impressa) *MESTRE*

– Comunicação:

Audálio Dantas (Propaganda e Marketing)

Renato Mendes (Comunicação Corporativa)

Approach Comunicação (Agência de Comunicação)

– Sustentabilidade:

Ana Luiza Herzog

Apresentador/Âncora

Ricardo Boechat (TV) *MESTRE*

Milton Jung (Rádio)

– Nacional:

Heraldo Pereira (Mídia Eletrônica)

Dora Kramer (Mídia Impressa)

– Correspondente:

Roberto Kovalick (Mídia Eletrônica)

Ariel Palacios (Mídia Impressa)

Glenn Greenwald (Estrangeiro no Brasil)

– Blog e Tecnologia:

Alcelmo Gois (Blog)

Cristina de Luca (Tecnologia)

– Cultura:

Gilberto Dimenstein (Mídia Eletrônica)

Patricia Kogut (Mídia Impressa) *MESTRE*

– Colunistas:

Lauro Jardim (Notícia)

Luis Fernando Verissimo (Opinião)

Mônica Bergamo (Social)

– Repórter:

Sônia Bridi (Mídia Eletrônica)

Ricardo Kotscho (Mídia Impressa)

Santiago Andrade (Imagem)

– Esportes:

Tino Marcos (Mídia Eletrônica)

Juca Kfouri (Mídia Impressa) *MESTRE*

Milton Leite (Locutor Esportivo)

– Executivo de Veículo de Comunicação:

Fernando Mitre *MESTRE*

 

*Informações do Portal Imprensa e do Mixme.

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ONU convida jornalistas para conversar sobre a Cúpula do Clima

DEU NA ABI – Associação Brasileira de Imprensa

A Organização das Nações Unidas (ONU) organiza um encontro virtual no dia 3 de setembro  com o assessor de comunicação do Grupo do Secretário-Geral para as Mudanças Climáticas, Dan Thomas, e com o assessor do Setor de Desenvolvimento do Departamento de Informação Pública da ONU, Dan Shepard. A ocasião será para falar com jornalistas sobre os preparativos da Cúpula do Clima, e também seus possíveis resultados. Após uma breve apresentação serão respondidas perguntas da imprensa.

charge-mudança climáticaO evento focará nas ações e soluções adotadas por governos trabalhando sozinhos ou em conjunto com uma variedade de atores do setor privado e da sociedade civil para acelerar a redução das emissões e reforçar as resiliências nacionais em áreas como energia; poluentes climáticos de curta duração; cidades e transporte; agricultura e silvicultura sustentável; adaptação e redução de riscos de desastres; e financiamento climático.A Cúpula não faz parte do processo de negociação da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climáticas (UNFCCC), mas pretende promover ações nesta área – um ano antes do acordo que será alcançado em Paris – e pretende mostrar que líderes de todos os setores e em todos os níveis estão tomando medidas para reduzir os fatores que provocam as mudanças climáticas.

Também haverá Sessões da Plataforma de Ação para anunciar novas iniciativas em áreas críticas em que os governos, empresas e organizações da sociedade civil estejam se unindo para encontrar soluções. As discussões sobre políticas e práticas sobre a ação climática acontecerão durante Sessões Temáticas.

Como resultado serão apresentados os anúncios feitos pelos líderes do governo, setor privado e da sociedade civil sobre as ações que serão tomadas para enfrentar as mudanças climáticas. O secretário-geral apresentará estas iniciativas na conclusão da Cúpula.

O encontro terá um formato diferente: seu foco estará nas ações tangíveis. Após uma sessão de abertura, os Chefes de Estado e de Governo terão a oportunidade de anunciar novas ações que estejam implementando em nível nacional, especialmente nas áreas de financiamento; eficiência energética; energias renováveis; adaptação; redução do risco de desastres e resiliência; florestas; agricultura; transporte; poluentes climáticos de curta duração; e cidades.

O evento virtual será em inglês, na sede do Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), no Palácio Itamaraty, na Avenida Marechal Floriano 196, no centro do Rio de Janeiro, às 16h de quarta-feira, dia 3 setembro. Os jornalistas interessados em participar devem confirmar presença com Vanessa Oliveira, no email [email protected] ou no telefone 21-2253-2211, até terça, dia 2 de setembro, às 17h.

 Sobre a Cúpula do Clima

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou a Cúpula do Clima para engajar os líderes mundiais no avanço da agenda climática. A Cúpula servirá como uma plataforma pública para que os líderes mundiais (Estados-membros da ONU, setor privado, sociedade civil e líderes locais dos setores público e privado) mostrem o que estão fazendo e possam compartilhar os passos que irão tomar nas áreas mais críticas para que a temperatura do mundo suba menos de 2 graus Celsius.

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ABI BAHIANA Notícias

Militares pedem saída da imprensa e ficam calados na Comissão da Verdade

DEU NA ABI – Associação Brasileira de Imprensa*

Três militares que foram convocados na manhã desta terça-feira, 29 de julho, para prestar depoimento na Comissão Nacional da Verdade (CNV) pediram que a imprensa se retirasse da sala de audiência pública e, ainda assim, não responderam às perguntas dos membros do colegiado. Nesta semana, estão previstos depoimentos de 20 militares convocados e de um convidado no Arquivo Nacional, para tratar de 11 temas como o atentado à bomba no Riocentro, a Casa da Morte de Petrópolis e a morte do deputado Rubens Paiva.

Na manhã desta terça-feira seriam ouvidos o general reformado Nilton de Albuquerque Cerqueira e os capitães Jacy e Jurandyr Ochsendorf, todos defendidos pelo advogado Rodrigo Roca, que orientou seus clientes a ficarem em silêncio. “A questão não é colaborar, nem se defender. É evitar que erros históricos se repitam e acabem virando uma verdade”, disse o advogado, afirmando que a comissão foi induzida a um “erro histórico” ao divulgar uma foto do acidente em que morreu a estilista Zuzu Angel, na qual aparece o coronel Freddie Perdigão. A imagem foi entregue à CNV pelo ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) Claudio Guerra.

“Com esse engano, causou-se um transtorno muito grande, acredito eu, para os parentes e para os companheiros de farda [do coronel Perdigão]. Quem declarou isso a Vossa Excelência, ou se enganou, ou te enganou, que é pior ainda”, disse o advogado ao coordenador da CNV, Pedro Dallari.

Dallari classificou a justificativa de incoerente: “Se há erro, o erro só pode ser corrigido com depoimentos, com elementos e com documentos. Não com silêncio. A declaração de que [o convocado ou convidado] não vai se manifestar sobre um assunto não ajuda na investigação”, disse Dallari. Ele ressaltou que a foto do acidente foi recebida de uma testemunha de grande credibilidade, que participou ativamente dos eventos. “Não podemos aceitar que haja contestação das informações por quem se nega a prestar depoimento, porque aí seria uma inversão da própria lógica do processo de investigação.”

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Apesar de lamentar, o coordenador da comissão, no entanto, minimizou: “É claro que, para a CNV, seria muito importante que houvesse mais colaboração, mas eu diria que já temos elementos suficientes. A fala deles era importante do ponto de vista do direito de defesa, de eles poderem apresentar a sua versão dos fatos. Para mim, essa estratégia pode fazer sentido juridicamente, embora, do ponto de vista da imagem, seja péssima, porque quem fala que não tem nada a declarar em geral é quem é culpado. Se eles fossem inocentes, apresentariam a sua versão dos fatos.”

O general Nilton Cerqueira comandava a Polícia Militar do Rio de Janeiro na época do atentado do Riocentro, em 1981, e há um ofício em seu nome que pede a retirada do policiamento no dia do show em que ocorreria o atentado. Em outra audiência pública sobre o caso, a CNV apontou essa estratégia como uma das formas de contribuir com o clima de terror no episódio, em que a bomba acabou explodindo no carro com os militares dentro. A participação de Nilton também é apontada no Araguaia e na Operação Pajuçara, em que foi morto o líder militante Carlos Lamarca, na Bahia. “Ele esteve relacionado diretamente a esses eventos. É protagonista de eventos dramáticos da história do Brasil”.

Leia também: ONU cobra investigação da morte do coronel Paulo Malhães

Mais de dez perguntas foram feitas a Nilton, e nenhuma foi respondida. De acordo com a advogada Rosa Cardoso, integrante da CNV, ele disse apenas que pediu para os jornalista deixarem o salão porque “a imprensa distorce tudo” e afirmou “que era um absurdo a comissão investigar o fato 30 anos depois”.

Os irmãos Jacy e Jurandyr são apontados como participantes da farsa montada para sustentar a versão de que o deputado Rubens Paiva foi resgatado por guerrilheiros e fugiu, encobrindo o fato de ter sido torturado e morto. “Estavam vinculados ao DOI-Codi e participaram diretamente da operação de simulação da fuga de Rubens Paiva. Depois, a comissão apurou que Rubens Paiva não fugiu, foi executado no DOI-Codi, e o que se fez foi forjar a fuga do parlamentar. Os capitães Jacy e Jurandyr tiveram participação direta no evento, como foi relatado por um colega deles.”

Antes do depoimento de Jurandyr, membros da CNV chegaram a insistir que ele falasse, e, se não fosse falar, que a imprensa pudesse acompanhar as perguntas. Em resposta, o militar respondeu apenas que “permaneceria calado” e que “preferia a ausência da imprensa”. O jurista João Paulo Cavalcanti Filho, que pediu a permanência da imprensa, classificou a posição de uma “deselegância”, já que os jornalistas tiveram que sair do salão no início de cada depoimento. Cinegrafistas e fotógrafos foram impedidos pela segurança pela Polícia Federal de fazer imagens do embarque dos dois últimos depoentes, Jacy e Jurandyr, em carros no pátio interno do Arquivo Nacional.

*Informações de Vinícius Lisboa para a Agência Brasil

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Cai a presença da imprensa escrita na Copa, diz FIFA

A Copa do Mundo de 2014 perdeu para a edição de 2010 em número de jornalistas da imprensa escrita credenciados. O balanço foi divulgado no último domingo (29) pelo diretor de Operações de Comunicação da Fifa, Alain Leiblang. Segundo o executivo, a queda é de 20% em relação ao torneio de quatro anos atrás. No total, a entidade máxima do futebol imprimiu 16,7 mil credenciais de imprensa. Desse montante, mais de 10 mil são de emissoras do mundo inteiro, além de 3 mil profissionais de televisões brasileiras.

A queda no número de credenciados da imprensa escrita é atribuída por Alain Liblang aos custos no Brasil. “Muita gente reduziu o número de repórteres por conta do orçamento”, argumentou. Segundo os números da Fifa, há 2 mil jornalistas de imprensa escrita, além de 593 brasileiros. O levantamento registra, ainda, quase mil fotógrafos do mundo inteiro. “Tivemos muitas defecções da imprensa escrita. Os preços altos causaram um impacto. Algumas organizações ignoraram a primeira fase e só chegarão ao Brasil a partir das quartas de final. Além disso, a situação difícil vivida por várias publicações do mundo pesou”, admitiu.

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Parceira da Fifa na realização da Bola de Ouro, prêmio entregue anualmente ao melhor jogador do mundo, a France Football não enviou equipe ao país sedes da Copa do Mundo pela primeira vez. Alain Leiblang contou que tentou negociar a redução dos preços de passagens para jornalistas credenciados viajarem entre as 12 cidades sede, mas houve resistência por parte do governo brasileiro. Na Copa de 2006, os credenciados viajavam gratuitamente de trem entre as cidades da Alemanha. Para 2018, a Rússia garantiu o benefício na malha ferroviária a todos que tiverem ingressos.

Espetáculo em imagens

Na contramão da imprensa escrita, as redes sociais e as tevês registram recordes. Muito mais que um mero meio de transmissão de sons e imagens líder em audiência em todo o mundo, cabe à mídia televisiva, na condição de meio de comunicação de massa por excelência, visibilizar o espetáculo. Embora exista um crescimento acentuado e significativo a cada ano, a internet responde pelo segundo lugar no acesso. Nesse sentido, a força da imagem no jornalismo do século XXI é confirmada pelo maior evento esportivo internacional, que, para além de um campeonato de futebol, põe em jogo um esquema que envolve, dentre outros elementos, paixão e cultura.

A Fifa está satisfeita com a exposição do torneio em ferramentas como o Facebook e o Twitter. O entusiasmo aumenta em relação às emissoras de televisão. Nas estimativas da Fifa, 3,2 bilhões de pessoas terão assistido à Copa do Mundo de 2014 até a final.

A maior conquista diz respeito ao mercado norte-americano. “Está impressionantemente alto o interesse nos EUA. É um verdadeiro divisor de águas para a Copa do Mundo”, orgulha-se o diretor de TV da Fifa, Niclas Ericson. O duelo entre Portugal e Gana, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, foi a partida de futebol mais vista na história da tevê americana. “Tivemos mais espectadores do que qualquer jogo das finais da NBA e do que a média das finais do beisebol da temporada de 2013”, festejou o dirigente. Apesar do fuso-horário, Niclas Ericson também está satisfeito com o desempenho na Ásia e na Europa.

*Informações de Marcos Paulo Lima para o Correio Braziliense via Superesportes, com Semana On.

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