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Bahia instala Comissão da Verdade

A Bahia instala nesta terça feira 20/08 a Comissão Estadual da Verdade. É uma importante decisão para desvendar, em especial, parte decisiva da história encoberta da repressão da ditadura no estado da Bahia. A Comissão fará convênio com a Comissão Nacional da Verdade com o objetivo de trazer informações sobre baianos vitimados em outros estados. Vai convocar pessoas para depor, trocar informações com o Comitê Baiano pela Verdade e as comissões nacionais da Anistia e de Mortos e Desaparecidos uma vez que o seu objetivo principal é o levantamento das informações relacionadas às mortes e desaparecimentos ocorridos durante o período de 1946 a 1988. Há informações de que existem pelo menos 32 baianos desaparecidos no período da ditadura, parte deles integrantes da guerrilha do Araguaia.

A Comissão Estadual da Verdade da Bahia é integrada pelos  professores da UFBA. Joviano Neto (coordenador) e Dulce Tamara  Aquino, a educadora Amabilia Almeida, os jornalistas Antônio Walter Pinheiro e Carlos Navarro Filho e os advogados Jackson Chaves de Azevedo e Vera Christina Leonelli, A Bahia é a 18ª Comissão a ser instalada entre os 27 estados. O grupo desenvolverá  o seu trabalho de apuração da verdade para os seguintes  problemas: Ditadura e estrutura de repressão na Bahia e no Sistema Judiciário;   O Papel da Igreja durante a Ditadura; Torturados, Mortos e Desaparecidos durante a Ditadura; Os atingidos, Presos e Cassados e a Repressão na Área Cultural, Movimento Estudantil e Imprensa.

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Tribunal de Contas da União vai julgar falhas em obras do metrô de Salvador

O metrô de Salvador – uma obra que se arrasta há 13 anos e já consumiu R$ 1 bilhão – está na mira do TCU (Tribunal de Contas da União) por indícios de superfaturamento e falhas na construção. Investigada por formação de cartel no setor de ferrovias em São Paulo e Distrito Federal, a Siemens integra o consórcio responsável pela obra, ao lado da Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez.

Em auditoria concluída no final de 2012, o TCU apontou a existência de um superfaturamento de R$ 166 milhões na obra (R$ 400 milhões, em valores corrigidos).

O tribunal agora aguarda as defesas do consórcio, da CTS (Companhia de Transporte de Salvador) e da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) para levar o caso a julgamento, que pode condenar dirigentes ao ressarcimento do suposto prejuízo. Todas as empresas e os órgãos citados negam a existência de irregularidades.

Iniciada em 1999, a obra da linha 1 do metrô já tem 20 aditivos contratuais e é alvo de duas ações movidas pelo Ministério Público Federal, que aponta fraude na licitação e formação de cartel.

A obra foi incorporada ao PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) do governo federal em 2007, na gestão do presidente Lula. Em abril deste ano, a Prefeitura de Salvador, no governo de ACM Neto (DEM), transferiu a administração ao governo do Estado, de Jaques Wagner (PT), por meio de um acordo.

O TCU, contudo, recomendou ao governo do Estado que não aceite essa transferência por concluir que existem falhas na construção. O monitoramento mais recente do órgão apontou infiltrações, um trecho inacabado, divergências entre execução física e a financeira e problemas de garantia.

E enquanto a linha 1 está prometida para sair até a Copa, embora ainda envolta em problemas, o governo da Bahia abrirá na próxima semana a licitação da linha 2, com modelo de PPP (parceria público-privada) e investimento previsto de R$ 4 bilhões.

Outro lado

O consórcio Metrosal negou, em nota, que tenha havido sobre preço ou pagamentos irregulares na obra do metrô de Salvador.

O consórcio disse ter vencido a licitação com o menor preço e que tudo foi executado de acordo com o projeto e “atestado pelo cliente”. Afirmou ainda que “que todos os questionamentos serão esclarecidos aos órgãos fiscalizadores”. A CTS disse que os apontamentos do TCU se referem a “falhas antigas”. “Em algum momento isso vai se resolver”, disse Carlos Martins, presidente da companhia. A CBTU não se manifestou.

 Fonte: Tribuna da Bahia

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Por maioria, STF rejeita os cinco pontos dos recursos dos réus do mensalão

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou as cinco questões preliminares que foram apontadas nos embargos de declaração apresentados à Corte pelas defesas dos réus do mensalão. Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski acompanharam o voto do relator do processo, Joaquim Barbosa. Foram negadas a redistribuição dos embargos a outro relator, a alegação de nulidade devido a retirada de algumas manifestações feitas pelos ministros na versão final do texto do acórdão, o desmembramento do processo, a revisão da metodologia utilizada no julgamento e a anulação do voto do ministro Ayres Britto que devido à aposentadoria não esteve presente na dosimetria das penas. Contudo, o ministro Marco Aurélio divergiu dos colegas em um ponto específico. O magistrado defendeu o questionamento dos advogados sobre as falas no julgamento que para ele prejudica o direito a ampla defesa. “Há um descompasso entre a mídia e o que passou a constar do acórdão do tribunal. Os cortes se mostraram substanciais”, disse. Na sessão o ministro Luís Roberto Barroso falou sobre a necessidade de realização de uma reforma política no país. “É preciso mudar o modelo político com energia criativa, visão de futuro. Sem reforma política tudo continuará como sempre foi. A distinção se dará apenas entre os que foram pegos e os que não foram. O chamado mensalão não constituiu um evento isolado na vida nacional. Quer do ponto de vista quantitativo ou qualitativo. Justamente ao contrário. Se insere numa tradição lamentável, que vem de longe”, afirmou. O STF avalia nesta quarta os embargos de declaração interpostos pelas defesas dos réus do mensalão. Esse tipo de recurso tem como objetivo elucidar casos de diversidade, contradição e omissão no acórdão.

Fonte: Bahia Notícias

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ABI BAHIANA Notícias

ABI reelege Walter Pinheiro na presidência para mandato até 2015

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) reelegeu na quarta-feira (14), para mais um mandato, o presidente Walter Pinheiro, com pequenas mudanças na sua diretoria. Antes do processo eleitoral, o presidente da Assembleia Geral, jornalista Samuel Celestino, presidiu os trabalhos relativos aos relatórios das atividades da entidade e relatório fiscal. Antes do pleito, foi realizada uma reunião ordinária da ABI, para tratar diversos temas que estavam em pauta. Walter Pinheiro foi aclamado e recebeu cumprimentos dos sócios e dos diretores que compõem o comando da Associação Bahiana de Imprensa, que está a completar 74 anos de fundada.

Fonte: Tribuna da Bahia

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