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Abraji realiza o 9º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo em SP

De 24 a 26 de julho, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) vai realizar a nona edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, no campus da Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Voltado para profissionais e estudantes de jornalismo de todo o mundo, o congresso terá cerca de 200 painéis e cursos sobre temas como cobertura eleitoral, meio-ambiente, corrupção, crime organizado, acesso a informações públicas, esportes, mobilidade, jornalismo de dados, técnicas de reportagem e redação e outros temas da agenda atual.

Reprodução/Abraji
Reprodução/Abraji

Estão confirmadas as presenças de palestrantes vindos dos Estados Unidos, Argentina, Inglaterra e El Salvador. Do Brasil, além de dezenas de jornalistas que compartilharão técnicas e contarão bastidores de grandes reportagens, vêm também especialistas em áreas como desenvolvimento urbano, meio-ambiente, economia, educação e combate à corrupção.

Durante o evento realizado anualmente pela Abraji, a entidade fará uma homenagem aos jornalistas Elio Gaspari, colunista da Folha de S.Paulo e de O Globo, e Santiago Andrade, cinegrafista da Band vítima da violência durante um protesto no Rio de Janeiro neste ano.

Os painéis, dirigidos a jornalistas e a estudantes de jornalismo em busca de aprimorar técnicas de reportagem, acontecem paralelamente. Após a inscrição, cada participante deverá montar sua própria grade, selecionando o painel a que quer assistir em cada horário.Dessa maneira, fica garantida a entrada nas palestras de todos os que se inscreverem antes da lotação máxima. Todo participante terá um login e uma senha, e poderá fazer alterações na própria grade usando a ferramenta de inscrição.

As inscrições estão abertas desde a última sexta-feira (9). Os interessados devem fazer a inscrição e o pagamento via internet. A Abraji oferece desconto para seus associados e também para estudantes de graduação em jornalismo. Até o dia 23 de junho os preços são promocionais.

Veja aqui a lista completa de palestras e cursos.

 Serviço

9º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo
Quando: de 24 a 26 de julho de 2014
Onde: campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi (Rua Casa do Ator, 275)
Inscrições: com desconto até 23 de junho pelo site: www.abraji.org.br/congresso

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MuNEAN promove mesa redonda sobre comunicação e cultura no próximo sábado (17)

Reprodução/MuNEAN
Reprodução/MuNEAN

O Museu Nacional de Enfermagem Anna Nery (MuNEAN) vai realizar no dia 17 de maio (sábado) a I Mesa Redonda Comunicação e Cultura, que vai discutir as técnicas da comunicação organizacional e as ferramentas utilizadas na gestão da comunicação integrada, para maximizar resultados dentro das instituições.

Para compor a mesa, foram convidados o jornalista e especialista em Marketing e Comunicação para o mercado, Lício Ferreira; a RP e Mestre em Administração Estratégica Rose Gatelli ; e a produtora cultural Thelma Chase, que também é coordenadora do setor artístico do Centro de Culturas Populares e Identitárias do Estado da Bahia.

O evento, que é voltado para gestores, assessores de comunicação, jornalistas, relações públicas, publicitários, pesquisadores e estudantes da área da Comunicação, acontece das 9h às 12h. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: [email protected]

SERVIÇO

  • O quê: I Mesa Redonda Comunicação e Cultura do MuNEAN
  • Quando: 17 de maio (sábado), de 9h às 12h
  • Onde: Museu Nacional de Enfermagem Anna Nery (Rua João de Deus, nº 5 – Pelourinho, próximo ao SEBRAE do Terreiro de Jesus)

 

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Polícia prende 243 na Venezuela. No Equador, a imprensa se autocensura

Centenas de integrantes da Polícia Bolivariana da Venezuela e tropas da Guarda Nacional dissolveram quatro acampamentos mantidos por estudantes que protestavam contra o governo do presidente Nicolás Maduro e detiveram 243 pessoas, em uma operação realizada na madrugada desta quinta-feira (8), em Caracas. Os acampamentos, formados por pequenas barracas, foram montados há mais de um mês por militantes das facções estudantis mais radicais de oposição, vanguarda dos protestos que acontecem em várias cidades venezuelanas desde o último mês de fevereiro. Denúncias nas redes sociais dizem que o número de detenções está acima do divulgado oficialmente, passando de 600. A ação gerou revolta de parentes e novos confrontos entre manifestantes e policiais em pelos menos três pontos da cidade até a noite.

No dia anterior às prisões, estudantes venezuelanos estiveram no Congresso Nacional brasileiro para pedir o apoio do país contra a repressão aos protestos na Venezuela e pedir que o Brasil não venda armas ao governo de Nicolás Maduro. Os estudantes classificaram o atual governo venezuelano de uma “ditadura”. O relatório entregue pelo grupo aponta 44 mortes nos protestos, centenas de detenções, além de casos de tortura.

O ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodriquez Torres, anunciou que os acampamentos haviam sido desmontados. Rodriquez declarou na TV estatal que as 243 pessoas detidas seriam encaminhadas ao tribunal. Rodriguez disse que na operação foram “apreendidas drogas, armas, explosivos, morteiros, gás lacrimogênio, tudo o que utilizam diariamente para enfrentar as forças de segurança”. A decisão foi anunciada horas antes do horário marcado para uma audiência judicial que determinará se o líder oposicionista Leopoldo Lopez, detido desde fevereiro em uma prisão militar fora de Caracas, será julgado por acusações relacionadas aos protestos contra o governo ou se será libertado.

A batida policial foi o ápice de uma escalada repressiva que começou algumas horas antes, na quarta-feira à noite. Na ocasião se soube que a polícia política Sebin (siglas do Serviço Bolivariano de Inteligência) prendia no aeroporto internacional de Maiquetía, que serve à capital venezuelana,  Rodrigo Diamanti, dirigente da organização não governamental “Un Mundo sem Mordaza” (Um Mundo sem Mordaça). Já as autoridades venezuelanas tinham vasculhado na semana passada a sede da ONG, cujo trabalho se desenvolve na defesa da liberdade de expressão.

Também ao final da quarta-feira, dia em que havia sido suspensa a quarta reunião do diálogo de paz entre governo e oposição, o órgão diretor das telecomunicações, Conatel, anunciou o fechamento do programa Plomo Parejo, um popular espaço de denúncias e fofocas políticas conduzido na radioemissora capitalina RCR 750 por Iván Ballesteros. De acordo com os porta-vozes do órgão estatal, o programa contrariava o regulamento do setor ao “incitar à violência”.

O mais recente confronto surge no momento em que o Congresso dos Estados Unidos está se aproximando de impor sanções econômicas contra os líderes venezuelanos. Funcionários do Departamento de Estado norte-americano informarão um comitê do Senado na quinta-feira sobre os violentos protestos de rua que abalaram o país nas últimas semanas, e um comitê da Câmara dos deputados concluirá sua versão do projeto de sanções na sexta-feira.

O projeto de lei em debate no Legislativo norte-americano é relativamente modesto. A peça central é um fundo de US$ 15 milhões para a promoção da democracia e do Estado de Direito no país sul-americano. A medida restringiria a concessão de vistos a funcionários do governo venezuelano envolvidos na repressão aos protestos de estudantes e líderes oposicionistas, e congelaria seus ativos nos Estados Unidos.

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O país vem sendo sacudido por uma onda manifestações iniciadas em fevereiro que já causaram 41 mortes em todas as porções do espectro político, causando ferimentos a 785 pessoas. Ao menos 2,2 mil pessoas foram detidas em função dos protestos, nos últimos meses. O governo de Maduro está cada vez mais irritado com as manifestações, e na semana passada anunciou a detenção de 58 estrangeiros, entre os quais um norte-americano, por suspeita de incitação de protestos violentos de rua contra o governo.

Maduro e Rodriguez Torres denunciaram o que descrevem como “complô para promover a inquietação e derrubar o governo”. Os oposicionistas rejeitaram repetidamente as frequentes alegações do governo quanto a tentativas de golpe, definindo-as como esforço para desviar a atenção dos problemas do país.

Sem liberdade

A América Latina não é atualmente o melhor lugar para trabalhar como jornalista. Enquanto entidades denunciam a escalada da repressão na Venezuela, meios de comunicação do Equador se abstiveram de publicar uma ilustração que critica o presidente do país, Rafael Correa. O material gráfico trata da pressão que o governo faz à imprensa e foi produzido pela Associação Mundial de Periódicos e Editores de Jornais (WAN-IFRA) para ser divulgado no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Para os jornalistas do Equador, essa omissão reflete a autocensura a que os veículos de informação do país se submetem. “Os jornais que publicaram os anúncios da WAN-IFRA só colocaram os que se referiam à Etiópia e à China. Não publicaram nada sobre Correa nem na web, nem nos impressos”, disse Diego Cornejo, diretor executivo da Associação Equatoriana de Editores de Periódicos (Aedep) ao Centro Knight de Jornalismo nas Américas.

Já o governo de Cuba, prendeu e acusa de terrorismo quatro exilados cubanos residentes dos Estados Unidos e desconhecidos entre a oposição. A edição digital de terça-feira do diário Granma informou sobre a detenção em Havana. Cuba não revelou as circunstâncias da detenção dos quatro indivíduos, nem as idades ou fotografias dos detentos. Mas assegurou que todos eles “reconheceram que pretendiam atacar instalações militares com o objetivo de promover ações violentas” em Cuba e que com tais fins, “desde meados de 2013, três deles realizavam várias viagens à Ilha para estudar e modelar a sua execução”. Até o momento, nenhum membro das organizações mais ativas do exílio cubano no sul da Flórida diz ter escutado algo sobre os detentos e suas atividades em Miami ou Havana.

“Chamei vários outros grupos e ninguém os conhece. Tudo pode acontecer na vida, talvez façam parte de um grupo independente, mas eu o duvido muito. O estranho deste aparecimento é que acontece em um momento muito conjuntural para o Governo cubano. Tenho o temor de que o regime queira utilizar coisas como estas para justificar represálias contra a oposição interna”, disse ao El País o presidente do Movimento Democracia, Ramón Saúl Sánchez.

Esta nova denúncia de Havana ocorre justamente uma semana depois que o Departamento de Estado dos EUA decidiu manter Cuba, pelo trigésimo segundo ano consecutivo, em sua lista anual de países que patrocinam o terrorismo.

*Informações do jornal Folha de S. Paulo, El País (Edição Brasil) e Gazeta do Povo.

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Morte do jornalista Ivan de Carvalho sensibiliza imprensa e políticos baianos

Não faltaram demonstrações de pesar pela morte do jornalista político Ivan Lemos de Carvalho, sepultado na tarde de ontem (7), em Salvador. O agravamento de problemas cardíacos e pulmonares fez o jornalismo baiano perder um de seus mais brilhantes profissionais, aos 69 anos. Jornalistas, editores e autoridades da capital e do interior do estado lamentaram a despedida do cronista, que, com ética e responsabilidade, conquistou o respeito de colegas e de todo o cenário político baiano. Na Assembleia Legislativa, foi observado um minuto de silêncio antes do início dos trabalhos em reverência à memória do jornalista, que desde 1991 trabalhava na redação do Diário Oficial do Legislativo.

Momento de descontração entre Ivan de Carvalho e o jornalista Vitor Hugo Soares, em outubro de 2013/ Foto: Bahia Em Pauta
Momento de descontração entre Ivan de Carvalho (à esquerda) e o jornalista Vitor Hugo Soares, em outubro de 2013/ Foto: Bahia Em Pauta

Ivan de Carvalho formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1968. Já no 5º ano de curso, Carvalho atuava no Jornalismo, nunca tendo advogado. Voltado ao jornalismo político, ele foi chamado pelo seu tio Quintino de Carvalho para fundar o jornal Tribuna da Bahia, em 1969, onde participou ativamente da Escolinha da Tribuna, que formou alguns dos maiores profissionais do jornalismo na Bahia. No cenário nacional, Ivan de Carvalho ocupou, durante um período, a chefia da sucursal do Jornal do Brasil, em Salvador.

No sepultamento, o presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e do jornal Tribuna da Bahia, Antônio Walter Pinheiro, e o vereador e ex-governador Waldir Pires expressaram solidariedade aos familiares do jornalista. Walter Pinheiro também destacou a contribuição de Carvalho para a comunicação, ao longo dos anos em que atuou como repórter, redator, editor do Raio Laser e editor de política.

“A despeito de ser formado em Direito, Ivan tinha o jornalismo no sangue. Ele arriou a experiência jurídica em seus textos e notabilizou-se tanto na imprensa quanto na política baiana como um cidadão de idoneidade ilibada. Ético, independente e plural, transitava e acolhia todos os segmentos partidários. Ele era muito culto e assíduo leitor de livros, o que o fez um especialista em assuntos relativos ao “Código da Bíblia” ou códigos do Torah. Se eu fosse definir Ivan em uma palavra, seria ‘equilíbrio’, que foi como ele exerceu a atividade jornalística. Sem dúvida, a imprensa perdeu um integrante cuja personalidade deixou profundas marcas e influenciarão a nova geração de jornalistas”, afirma Walter Pinheiro.

“O BP perde um esteio generoso, um guia seguro e uma âncora firme e resistente como o Carvalho do seu nome. A Bahia perde o seu jornalista político brilhante, culto, inteligente e capaz de se renovar a cada dia, na abordagem de temas no seu universo inesgotável de assuntos. Do dia a dia dos bastidores da política partidária e do poder na Bahia e no Brasil, aos discos voadores, os OVNIS (Objetos Voadores Não Identificados), tema que ele dominava como poucos. Tudo com informações fartas, textos atraentes e criativos, éticos, críticos e não raramente autocríticos. Temperado sempre com doses de bom humor, uma marca de Ivan, pessoal e profissionalmente falando”, registra o jornalista Vitor Hugo Soares, editor do site Bahia Em Pauta.

A senadora Lídice da Mata falou da perda em pronunciamento no Senado. “Quero lamentar a morte do jornalista político Ivan de Carvalho. Uma perda realmente grande para o jornalismo da Bahia e do Brasil. Era um homem de posições políticas definidas, muitas delas bastantes diferentes das minhas, mas o respeitava muito como profissional do jornalismo e como articulista político culto, sagaz, sarcástico. Deixará, sem dúvida, um vazio na imprensa baiana”.

Em nota, o prefeito ACM Neto lamentou a morte do colunista da Tribuna da Bahia. “Todos os que acompanham a vida política da Bahia e do Brasil e as pessoas que queriam ficar informadas das notícias de bastidores tinham em Ivan de Carvalho uma referência. Ivan era muito rigoroso na apuração das informações e somente publicava o que tinha certeza. Por isso, certamente, será sempre lembrado como um dos mais importantes jornalistas políticos da Bahia”.

“O jornalista marcou sua trajetória profissional ancorada nos princípios da ética, expressando com firmeza e equilíbrio suas opiniões e comentários políticos em sua coluna do jornal Tribuna da Bahia, sempre pautado pela busca da verdade e consistência dos textos que escrevia”, ressaltou o governador Jaques Wagner.

*Informações da Tribuna da Bahia, do Bahia Em Pauta e do Bahia Já.

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